
Participantes do Desafio da Notícia
Eles representaram a UTP no Desafio da Notícia da Band Curitiba, uma competição entre estudantes de Jornalismo das principais universidades e faculdades do Paraná. Os alunos de Jornalismo Marc Sousa, Eduardo Scola, Eduardo Simões e Danielle Peplov e o aluno de Rádio e TV Ramsés Rezende* (e Guilherme Chalegre) produziram editaram e apresentaram cinco matérias durante a primeira edição do programa. Das cinco participações, a equipe venceu três instituições de ensino (Positivo, Facinter e UEPG).
Acompanhe a entrevista que conta a trajetória de uma equipe que aproveitou uma chance e conquistou experiência e o segundo lugar na competição!

Que tipo de desafios vocês tiveram que enfrentar para participar do Desafio da Notícia?
Eduardo Simões: O desafio para participar do programa foi passar por um processo de seleção realizado pela professora da Tuiuti Sandra Nodari. Os alunos tinham que produzir uma reportagem, na própria faculdade, sobre um determinado tema. A seleção também foi acompanhada por outros professores que avaliaram as matérias e apontaram os que se destacaram nesse processo.
Daniele Peplov: A dificuldade maior era depois da reunião de pauta na Band. Eram cinco pessoas na equipe, cada uma com uma idéia. O mais difícil era escolher o foco para ser trabalhado. Mas no final sempre chegávamos a um consenso.
Marc Sousa: Foram vários. Começou com o processo de seleção, onde tinha muita gente boa disputando o direito de representar a Tuiuti no programa. Conciliar a agenda pessoal com a rotina de gravações nas semanas em que disputávamos também não foi fácil. Mas sem dúvida, o maior desafio foi “dar a cara à tapa” para ser avaliado no ar em uma emissora de sinal aberto.
Eduardo Scola: Acredito que o maior desafio foi conseguir realizar todas as funções propostas pela Band. Fui produtor, repórter, editor, cinegrafista e pauteiro. Consegui superar minhas limitações e desempenhar um bom trabalho em tudo o que me propus.
Como foi o trabalho em equipe? Surgiram dificuldades? Por que?
Eduardo Simões: O trabalho em equipe funcionou bem. Fazíamos um pouco de tudo, mesmo tendo funções definidas. Também nos revezamos nas funções de produtor, repórter, pauteiro e editor, exceto na função de cinegrafista. A dificuldade surgiu quando o cinegrafista que era fixo até então, não pôde participar da última semana. Como não tínhamos treinado nessa função, foi trabalhoso o processo, até fazermos as imagens da forma como é exigida: com qualidade.
Daniele Peplov: Acho que trabalhamos de maneira bacana, havia um clima legal na equipe, o que motivava mais para fazer as matérias. As idéias sempre “casavam”.
Marc Sousa: Estávamos muito entrosados e isso foi nítido, até os produtores da Band percebiam. Cada um deu o seu melhor, tanto que apesar das funções pré-definidas, todos fazíamos de tudo um pouco. Uma das dificuldades foi a saída de um dos integrantes na última semana, mas nada que atrapalhasse profundamente.
Eduardo Scola: Trabalhar em equipe é sempre um buraco sem fim. Somos pessoas de diferentes idades, culturas e educações. Acho que o mais complicado foi lidar com o perfeccionismo dos membros da equipe. Mas isso sempre tem seu lado bom. Fizemos um bom trabalho. E também pude conquistar amigos e companheiros de trabalho.
Se já terminou o curso, qual foi o tema e a área do TCC?
Eduardo Simões: Blog Cena Curitiba: reportagens em vídeo sobre o teatro curitibano. www.cenacuritiba.blogspot.com.
Daniele Peplov: O projeto era um programa de futebol para televisão, com a participação da torcida e com o foco nos bastidores do esporte.
Marc Sousa: Estou cursando o 6º período de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo.
Eduardo Scola: Foi um programa de televisão sobre Futebol. Resolvemos propor uma nova linguagem à mesa redonda. O torcedor é o principal comentarista em uma platéia no estúdio.
Participar do Desafio da Notícia trouxe benefícios para sua vida profissional?
Eduardo Simões: Por enquanto apenas a experiência e a sensação indescritível de colocar uma reportagem no ar pela primeira vez. Mas com certeza outros benefícios virão como reflexo de nossa dedicação.
Daniele Peplov: Com certeza! Foi um contato muito próximo com a rotina do jornalismo. Desde a reunião de pauta na Band, na segunda-feira de manhã, passando pela definição do foco da reportagem, produção e edição. As críticas boas e ruins que recebemos durante o programa contribuiu e muito, para o crescimento profissional.
Marc Sousa: Muitos. O mercado de trabalho está concorrido em todas as áreas, no jornalismo, então, nem se fala. A possibilidade de mostrar seu potencial em um canal de TV aberta é uma das maiores oportunidades que alguém pode ter durante a sua carreira. Sempre tem alguém assistindo, gente que nem imaginamos. Não é raro encontrar alguém que diga “te vi na Band”. Uma destas pessoas pode lhe oferecer uma oportunidade. Isso sem falar que é um belo portifólio para o currículo. Hoje faço estágio na Rede Massa, segunda maior emissora do estado, e acredito que um dos motivos para eu estar lá foi o Desafio da Notícia.
Eduardo Scola: Sempre. Estar em uma emissora como a Band é sempre positivo, enriquece o currículo de qualquer profissional.
Que tipo de reconhecimento tiveram do trabalho feito?
Eduardo Simões: Diversas pessoas elogiavam o trabalho porque tinham visto por acaso na TV. Esse também foi um lado bacana do programa que é visto por pessoas que a gente nem imagina.
Daniele Peplov: Ah! Foi muito legal! Todos os elogios e críticas foram bem vindas. Desde a família falando que o trabalho ficou impecável, até as observações do pessoal da Band, dos professores, colegas. Foi um reconhecimento bem bacana que rendeu uma sensação de trabalho realizado ao final do programa.
Marc Sousa: Para mim o mais interessante foi que os colegas do curso, que em sua maioria nos apoiavam irrestritamente, tinham plena consciência de que uma vitória no programa não era uma vitória do grupo que estava participando, mas sim de todo o conjunto da universidade.
Eduardo Scola: O maior reconhecimento é saber que o curso de jornalismo da UTP, antes um pouco apagado até mesmo para a própria universidade, ganhou vida própria e hoje responde por projetos essenciais para a formação dos novos focas.
O que esperam da carreira de jornalista?
Eduardo Simões: Pretendo me formar um profissional cada vez mais humano e menos previsível.
Daniele Peplov: A expectativa agora que conclui o curso é grande. Sou apaixonada pela profissão e acredito que com dedicação, trabalho e empenho as possibilidades e oportunidades aumentam.
Marc Sousa: Ser jornalista é muito mais do que escrever um bom texto ou falar bem na frente das câmeras. Ser jornalista é poder contribuir com a sociedade, levando até ela informações de qualidade e com muita responsabilidade. Temos em nossos ombros o peso de formarmos a opinião das pessoas. O compromisso com o relato dos fatos para milhões de pessoas é o motor para ser jornalista.
Eduardo Scola: É falso falar que espero ser um profissional fiel apenas aos meus ideais. Quero sim acreditar que com o jornalismo possa expressar minha maneira de pensar, mas não tenho a pretensão de mudar o mundo. Quero fazer um bom trabalho, garantir o meu lugar ao sol.
Que qualidades um jornalista precisa ter?
Eduardo Simões: Precisa ser humano e aprender a deixar o ego de lado em prol de um trabalho útil.
Daniele Peplov: Considero duas grandes qualidades: curiosidade e observação.
Marc Sousa: Compromisso com a verdade, caráter e muita determinação. Quem não é apaixonado pelo jornalismo não fica muito tempo na profissão.
Eduardo Scola: São quatro: sinceridade, curiosidade, humanidade e espírito de equipe.
Qual a maior contribuição da universidade para as suas vidas?
Eduardo Simões: A convivência com as mais diversas pessoas e ideologias.
Daniele Peplov: Acredito que a universidade dá uma base importantíssima. A conversa com os professores, que são pessoas com experiência teórica e prática e o convívio com os colegas durante os quatros anos. É uma experiência válida e indispensável para a formação de um bom profissional.
Marc Sousa: É em grande parte responsável pela formação de meu senso crítico. Está ensinando não só a minha futura profissão, mas está influindo no meu modo de ver o mundo.
Eduardo Scola: Primeiramente o diploma. Depois acredito que a universidade foi fundamental para que eu pudesse crescer como pessoa. Acreditar em novos caminhos e conhecer novas possibilidades de ver a vida. A universidade me abriu portas, mas acima de tudo me transformou como pessoa.
Conte um episódio interessante, engraçado ou dramático que você viveu no Desafio da Notícia?
Eduardo Simões: Uma entrevistada não quis deixar sua cachorrinha, que não parava de latir, no chão. Então tivemos que fazer carinho na cachorra enquanto a entrevista era feita, para que o latido não atrapalhasse a gravação.
Daniele Peplov: Bom, várias coisas acontecem quando você recebe uma pauta e vai para a rua. Mas um fato engraçado e que vale a pena ser comentado foi na primeira semana quando entrevistamos uma senhora que tinha um cachorrinho. A senhora aceitou dar a entrevista, mas de maneira alguma aceitava tirar o cachorro de “cena”. Então enquanto ela conversava com o repórter, o produtor da equipe distraía o cachorro. Foi hilário!!!
Marc Sousa: Foram vários. Talvez um dos mais engraçados tenha sido no primeiro programa, quando na entrevista o nosso repórter na ocasião (Eduardo Scola) teve que dividir as mãos entre o microfone e acariciar um cachorro para que ele não latisse durante a entrevista com uma senhora. Também teve a vez que nos bastidores dos estúdios da Band, fizemos sátira do programa, que acabou indo parar no You Tube.
Eduardo Scola: O mais engraçado foi na primeira semana. Eu estava fazendo uma matéria sobre a independência econômica do Brasil, quando fui fazer enquête na rua. Escolhi para entrevistar uma senhora que estava saindo de um açougue com um cachorro no colo, no meio da entrevista o bichano começou a latir e se irritar com o microfone, passei todo o resto da entrevista fazendo carinho no animal para finalizar a entrevista. Foi engraçado.
Nesta pergunta imaginária quero tomar a liberdade de falar da grande responsável pelo nosso sucesso no Desafio da Notícia. É de admirar a garra de uma pessoa que acredita tanto na profissão que escolheu como a nossa professora responsável, Sandra Nodari. A Sandra é minha conhecida de outros carnavais, trabalhamos juntos em uma emissora de televisão de Curitiba e posso dedicar pelo menos 50% de tudo que eu sei sobre jornalismo a ela. Durante o programa, foi ela quem nos motivou, quem deu bronca e insistiu para que deixássemos as lamentações para o final. O melhor de tudo é que com ela o ‘tapinha’ nas costas não existe. É 8 ou 80! Sem dúvida a melhor escolha para "chefiar" essa equipe do Desafio.
* O aluno de Rádio e TV Ramsés Rezende foi procurado, mas não pôde participar da entrevista.
FOTO: A foto foi enviada pela equipe. Ela foi tirada com uma câmera do estúdio da emissora, no início das operações em Curitiba.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
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