Voluntário é o cidadão que doa seu tempo,
trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada,
para causas de interesse social e comunitário.
Ação voluntária é uma atividade não
remunerada exercida em benefício da sociedade que fortalece
o sentido de solidariedade e de responsabilidade social. É
uma via de mão dupla que gratifica quem trabalha ao mesmo
tempo em que oferece novas experiências e mais oprtunidades
de aprendizado.
Uma pesquisa feita com jovens universitários revelou
que a adesão a projetos sociais, de 1998 a 2003, teve um
salto de 7% para 34% em 400 entidades brasileiras (revista Veja,
agosto/2003). E estima-se ainda que outros 14 milhões estejam
interessados, mas não sabem como começar.
- Em 2004, a Universidade Tuiuti do Paraná realizou uma
pesquisa com dois mil alunos, dos quais 52% manifestam seu interesse
em atuar em ações voluntárias.
Em 45 anos de existência, a Universidade Tuiuti do Paraná/UTP
vem contribuindo para o desenvolvimento regional por meio de práticas
de ensino, atividades de extensão, realização
de pesquisas científicas e atendimento em clínicas
e núcleos.
Foi pensando nisso que a UTP, por meio da Pró-Reitoria de
Promoção Humana/PROHUMANA, através da Coordenadoria
de Responsabilidade Social criou o Programa Tuiuti de Incentivo
ao Voluntariado/PROTIV.
A IDENTIDADE DO VOLUNTARIADO
(extraído do livro SOLIDARIEDADE E VOLUNTARIADO, de Joaquim
Roca)
1. O voluntariado deve descobrir a complexidade dos processos sociais:
uma idéia aparentemente simples é apenas uma idéia
simplificada. Os problemas sociais têm a forma de uma teia
de aranha: estão entrelaçados por inúmeros
fatores. Saber estar em uma sociedade complexa e bem informada é
uma qualidade essencial do voluntariado hoje.
2. O voluntariado tem sentido apenas, quando se considera o horizonte
da emancipação. É preciso dar afeto a um doente
terminal ou acolher uma pessoa que luta contra dependência
química, mas isso somente é válido se for um
passo a mais na remoção das causas da marginalidade
e do sofrimento desnecessário.
3. A ação voluntária tem qualidade ética
apenas quando é uma opção livre de um sujeito
interior de uma tripla aspiração: a sua auto-estima,
a solidariedade com o próximo e o compromisso com a construção
de uma sociedade justa.
4.O voluntariado não é um plano para diminuir os compromissos
do Estado. Se, em algum momento, sua presença é um
pretexto para afastar e restringir os esforços governamentais,
o voluntariado entra numa zona de risco.
5. A ação voluntária é como uma orquestra:
o importante é que ela soe bem e não o fato de a flauta
ser de madeira ou de metal ou a quem ela pertence. Da orquestra
devemos exigir coordenação, coerência e concentração
de forças. O voluntário é sempre um “co-equiper”.
A fragmentação não leva a nada e numa equipe
cada um joga em sua própria posição colaborando
com o resto em função da partida.
6. A ação voluntária deve ter competência
humana e qualidade técnica. O amor não é suficiente.
Se, por ignorância ou incompetência, fazemos sofrer
uma pessoa frágil, embora tenhamos a melhor das intenções,
conseguiríamos, apenas aumentar a sua impotência e
a sua marginalidade.
7. O voluntariado deve ganhar espaços entre as classes populares.
Não pode ser uma instituição que interesse
apenas à classe média, nem àqueles que têm
tempo, mas responde ao exercício da cidadania que é
responsável pelos assuntos que a todos afetam.
8. O voluntariado aprecia o profissional da ação
social e busca sempre a complementaridade mas, justamente por isso,
não se transforma em auxiliar nem em corrente de transmissão,
mas defende o espaço de liberdade que lhe é próprio.
9. O voluntariado precisa, hoje, disciplinar a sua ação.
As melhores iniciativas se perdem pela incapacidade de subemetê-las
séria, a um programa, a objetivos, a um método, a
certos prazos, a uma dedicação séria, a uma
avaliação. A boa intenção é um
caminho viável desde que haja disciplina; se ela não
existe, é um fracasso. O voluntário evita palavras
fúteis para se aproximar dos gestos eficazes.
10. A ação voluntária requer reciprocidade;
não é orientada simplesmente à assistência
do outro, mas ao crescimento de ambos, embora as suas contribuições
sejam diferentes. A estima do outro não exige apenas acolhida,
mas espera também uma resposta análoga.
POR QUE SER UM VOLUNTÁRIO?
O voluntariado é uma escola de vida e traz muita retribuição
para todos os envolvidos. Faz desabrochar uma vontade interior que
leva a empenhar-se de modo solidário em prol da sociedade
e motiva suas ações por toda a vida.
Sua função mais importante é fazer com que
a experiência de servir não se restrinja a um momento
particular de entusiasmo e generosidade, mas seja o fundamento de
uma atitude madura e definitiva que qualifica o cidadão ativo
e responsável.
Além desses benefícios de crescimento pessoal, o
voluntário compreende que seu gesto se reveste de dignidade
e amor, somando-se a outros gestos altruístas que contribuem
para a transformação social.
O voluntariado não é alienante, não é
assistencialista, não é esporádico, não
é uma forma de preencher o tempo livre, mas encontra legitimidade
na educação, no compromisso político, na continuidade
da ação por meio do engajamento numa organização
ou grupo de voluntariado, na capacidade autocrítica e numa
maneira mais consciente de viver a própria vida.
O voluntariado facilita o crescimento da dimensão mais nobre
que há no ser humano – isto é, desperta para
a persistência da vontade de amar e doar-se ao outro de forma
totalmente gratuita e desinteressada.
COMO SER UM VOLUNTARIO PROTIV
Quem deseja dedicar-se ao voluntariado durante o período
em que está integrado à Universidade Tuiuti do Paraná,
ou quem já foi aluno UTP, pode doar o mais significativo
e o melhor: sua riqueza humana, seu entusiasmo pela vida, seu tempo,
sua vontade de capacitar-se, sua disponibilidade e atenção
para com o outro.
Integrando a essas qualidades humanas uma certa qualificação
específica, o voluntário PROTIV se sentirá
mais enriquecido e motivado a empenhar seu compromisso de solidariedade.
Aluno, Ex-aluno, Professor e Funcionário da Universidade
Tuiuti do Paraná que deseja e tem disponibilidade para dedicar-se
ao voluntariado pode escolher 1 ou mais opções nas
quais deseja participar:
- em projetos sociais da UTP
- elaborando um projeto em equipe junto à Coordenação
de seu Curso
- em ações e projetos com entidades parceiras da
PROHUMANA
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