Da catequização dos curumins ao esclarecimento: políticas para o ensino de filosofia no ensino fundamental
Nos últimos cinco anos, o Paraná viveu uma experiência única: quase cem escolas, em períodos diferentes, tiveram a possibilidade de ensinar a disciplina de filosofia com conteúdos e espaços específicos. O objetivo deste trabalho é apontar de que maneira se deu esta inclusão, no contexto das políticas públicas para o Ensino Fundamental e, ao mesmo tempo discutir a importância da iniciação à prática filosófica na formação para a cidadania. As hipóteses trabalhadas são de que tal inclusão se deu por três razões: a chegada ao Brasil do Programa Filosofia para Crianças, de Mathew Lipman; a luta pelo retorno da filosofia no Ensino Médio e as possibilidades abertas na LDB, nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e nas Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental. Foi trabalhado com três hipóteses para entender sua inclusão. No entanto, basta uma para entender sua retirada: a concepção equivocada de que conteúdos filosóficos podem ser trabalhados na transversalidade, por qualquer professor, de qualquer de uma das disciplinas que permaneceram no currículo. O que é, não só um retrocesso, mas um empobrecimento curricular.
Palavras-chave: Políticas públicas; ensino de filosofia no Brasil; ensino de filosofia no Ensino Fundamental
Autor: Rui Valese
Orientador: Dr. Pedro Leão da Costa Neto