ANAIS

II SEMINÁRIO NACIONAL PROMOÇÃO DA INCLUSÃO
MEDIADA PELAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

 

22 e 23 de março de 2007  - Curitiba-PR

 

PROMOÇÃO:
UTP
UFBA UEPA

 

REALIZAÇÃO:
Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes e
PGEd MESTRADO EM EDUCAÇÃO
Universidade Tuiuti do Paraná

 

ORGANIZAÇÃO

Prof.ª Dra. Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo
Profa. Ms. Ana Irene de Oliveira
Prof. Ms. Carlos Alves Rocha
Profa. Ms. Márcia Silva Di Palma

 

PPGEd Mestrado em Educação
Universidade Tuiuti do Paraná                                  ISBN 978-85-88959-59-0

 

 

Editora UTP
Curitiba

 


 

 


APRESENTAÇÃO

 

 

Esta publicação contém o resumo dos trabalhos apresentados no II Seminário Nacional Promoção de Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas com a temática: Formação de Professores para autonomia dos alunos. É o resultado das pesquisas realizadas por acadêmicos, e professores, que investidos no papel de pesquisadores, fruto de um trabalho integrado realizado pelo PPG-Ed – Mestrado em Educação, curso de Pedagogia e cursos de Licenciatura da Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes da UTP e da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde em parceria com pesquisadores da FACED Universidade Federal da Bahia e do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da Universidade Estadual do Pará e com pesquisadores do projeto de Colaboração Internacional, CAPES/FIPSE, com a Temple University e a Bridgewater State College. Esses textos discutem a formação de professores para o desenvolvimento da autonomia do aluno com necessidades educativas especiais; são resultados de interlocução entre professores da Graduação e da Pós-Graduação da Universidade Tuiuti do Paraná, da UFBA, da UEPA e de outras instituições de Educação Superior que se fizerem presente; e apresentam resultados de pesquisa dos alunos da Pós-Graduação e da Graduação em particular dos participantes do Programa CAPES/FIPSE de que participam as instituições promotoras do evento e desta publicação.

 

Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo
Ana Irene Alves Oliveira
Therezinha Miranda
Curitiba - 2007


 

Evento: II Seminário Nacional Promoção da Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas

Período:  22 e 23 de março de 2007

Local: Universidade Tuiuti do Paraná
Cidade: Curitiba-PR

Promoção: UTP UFBA UEPA

Realização: Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes e PGEd MESTRADO EM EDUCAÇÃO Mestrado em Educação da UTP

Organização: Prof.ª Dra. Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo (UTP), Prof.ª Dra.  Terezinha Miranda (UFBA), Profa. Ms. Ana Irene de Oliveira (UEPA), Prof. Ms. Carlos Alves Rocha (UTP),  Profa. Ms. Márcia Silva Di Palma(UTP).

PROGRAMAÇÃO

 

Dia 22/03/2007

8h às 8h30 h

Inscrição e identificação 

8h30

Abertura

9h às 10h20

Mesa redonda 1 A importância de um Centro de Reabilitação Integrado para a Escola Inclusiva

              Ana Irene Alves Oliveira

              Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade,
              Universidade Estadual do Pará

              Vanessa de Camargo Hermann

              Comissão de Educação Inclusiva/ CEI

Universidade Tuiuti do Paraná/ UTP

 

Terezinha Miranda

Faculdade de Educação

Universidade Federal da Bahia

10h20 às 10h40

Intervalo

10h40 às 12h10h

Comunicação Científica

10hh40 às 11h00: A Real Importância e o Significado das Tecnologias Assistivas e a Gestão da Educação: para além das tecnologias rumo à inclusão - Naura Syria Carapeto Ferreira.

11h00 às 11h20: Gestão Democrática e o processo de inclusão escolar – Marise Mendes Silvério.

11h20 às 11h40: A acessibilidade na comunidade universitária – Irene Piconi Prestes e outros.

11h40 – 12h00: debate

 14h às 17h

Mini-curso: Tecnologias Assistivas de baixo custo
Profa. M. Ana Irene Oliveira – Universidade Estadual do Pará.

17h às 19h

Sessão de apresentação de posters

Fernanda Cândido F. Monteiro, Mirella Prosdócimo, Cleuza Kuhn, Marcos Antonio Canalli e Álvaro Rogério Cantieri.

19h às 19h30

Comunicação

18h20/18h40: O estágio supervisionado em língua inglesa: possibilidades de atuação para deficientes auditivos – Márcia Silva Di Palma, Marlei Malinoski, Janete F. Palma.

18h40 19h10: Educação Especial Apoiada Pelas Tecnologias – Rodrigo Rocha R. de Souza.

19h10 às 19h30: A formação de professores para promover a inclusão de pessoa deficiente: a experiência de um projeto de intercâmbio – Carlos Rocha.

19h30 às 21:00 h

Painel 2004 - A inclusão percebida ou não nas classes regulares de instituições de ensino americanas. Moderador: Prof. Carlos Alves Rocha.

A necessidade de uma disciplina específica de educação especial nos cursos de licenciatura da Tuiuti

Cleuza Kuhn

Tecnologia Assistiva: Considerações da Terapia Ocupacional na Inclusão de Pessoas com Deficiência Física no Ensino Superior

 - Fernanda C. Monteiro

A inclusão da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho

- Mirella W. Prosdócimo

Franciele Savaris Sória

 


 

 

Dia 23/03/2007

8 h às 8:30 h

Início dos trabalhos 

8h30 às 10h

Mesa redonda  A formação do Professor para uma escola inclusiva

Hilton de Azevedo
Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Paulo Roberto Carvalho Alcântara 
PPGEd Mestrado de Educação Pontifícia Universidade Católica PR

Valéria Luders
Curso de Pedagogia
Universidade Federal do Paraná

10h às 10h20

Intervalo

10h às 10h20

Exibição de posters

10h20 às 12h

Comunicação Científica

10h20 às 11h: Tecnologias Assistivas na escola inclusiva – Jamine Emmanuelle Henning.

 

11h às 11h20: Prática pedagógica e tecnologias: utilizando recursos para promover a inclusão escolar – Isabel Cristina Vollet Marson  e Ademir Valdir dos Santos.

11h20 às 11h40: Ambiente Virtual De aprendizagem e as interações com uma aluna surda: práticas pedagógicas e uso do computador como tecnologia assistiva - Ademir Valdir dos Santos.

11h40 às 12h: debate

17 h às 18h30

Sessão de apresentação de posters (Bruna Ferreira da Rocha, Gislaine da Silva Barobosa, Salete Volski, Vanessa de Freitas Pontes, Ingrid Adam, Olívia de Carvalho Vivi, Gisele Aparecida Martins.

18h30 às 19h30

Comunicação Científica

18h40 Às 19h00: A Promoção da Inclusão Tendo d Psicomotricidade como Ferramenta Transdisciplinar na Educação de Jovens e Adultos com Necessidades Educacionais Especiais - Jocian Machado Bueno, Fabiano Machado Bernert, Anselmo Franco da Silva.

18h50 Às 19h10: Adaptação Curricular: Uso Das Tecnologias Assistivas – Ingrid Adam e Vanessa de Freitas Pontes

19h10 às 19h30: Educação à distância promovendo inclusão - Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo.

19:30 às 21:00 h

Painel 2005

 Adaptação Curricular: Uso Das Tecnologias Assistivas

Moderador: Márcia Silva Di Palma

Ingrid Adam

Vanessa de Freitas Pontes

A Inclusão e o Programa de Intercâmbio CAPES/FIPSE

Moderador Profa. Marlei G. S. Malinoski

Gisele Aparecida Martins Kwiatkwoski

Olívia de Carvalho Vivi


 

 

SUMÁRIO

Educação Inclusiva: um desafio para todos!
Comissão de Inclusão

A Inclusão Escolar e a Tecnologia Assistiva
Ana Irene Alves Oliveira

Prática Pedagógica e Tecnologias: utilizando recursos para promover a inclusão escolar
Isabel Cristina Vollet Marson

Adaptação Curricular:  uso das Tecnologias Assistivas
Ingrid Adam e Vanessa de Freitas Pontes

A Real Importância e o Significado das Tecnologias Assistivas e a Gestão Da Educação: para além das tecnologias rumo à inclusão
Naura Syria Carapeto Ferreira

Gestão Democrática e Processo de Inclusão Escolar
Marise Mendes Silverio

Um Ambiente Virtual de Aprendizagem e as Interações com uma Aluna Surda: práticas pedagógicas e uso do computador como tecnologia assistiva
Ademir Valdir dos Santos

Educação A Distância Promovendo Inclusão
Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo

Tecnologias Assistivas na Escola Inclusiva
Jamine Emmanuelle Henning

A Formação de Professores para Promover a Inclusão de Pessoa Deficiente: a experiência de um projeto de intercâmbio
Carlos Alves Rocha

O Estágio Supervisionado em Língua Inglesa: possibilidades de atuação para deficientes auditivos
Marlei Malinoski e Janete F. Palma

Educação Especial Apoiada pelas Tecnologias
Rodrigo R. R. de Souza

Tecnologia Assistiva: considerações da terapia ocupacional na inclusão de pessoas com deficiência física no ensino superior
Ana Luiza. G. B Moreira e Fernanda Cândido F. Monteiro

A Inclusão e o Programa de Intercâmbio CAPES/FIPSE
Gisele Aparecida Martins Kwiatkwoski e Olívia de Carvalho Vivi

A Inclusão da Pessoa com Deficiência  no Mercado de Trabalho
Mirella W. Prosdócimo e Marlei Malinoski

A Necessidade de uma Disciplina Específica  de Educação Especial nos Cursos de Licenciatura da Utp
Cleuza Kuhn e Marlei Malinoski

Visões de Inclusão em Bridgewater State College     
Bruna Ferreira da Rocha e Gislaine da Silva Barbosa

Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas como Projetos de Curso: um estudo de caso
Álvaro Rogério Cantieri e Marcos Antonio Canalli

A Promoção da Inclusão Tendo a Psicomotricidade como Ferramenta Transdisciplinar  na Educação de Jovens e Adultos  com Necessidades Educacionais Especiais
Jocian Machado Bueno, Fabiano Machado Bernert, Anselmo Franco da Silva

Políticas Públicas de Educação Inclusiva: uma história em construção
Evelcy Monteiro Machado  Maria Isabel Bucci

 


 

 

 

Comissão de Inclusão* *

 

A Universidade Tuiuti do Paraná, imbuída da filosofia da Promoção Humana e, com a intenção de reafirmar a crença no valor humano e o interesse de posicioná-lo como centro de suas preocupações, busca a construção de uma sociedade em benefício de todos. Por estar alerta aos avanços técnicos e científicos, ao desabrochar de uma nova mentalidade, preocupada em maximizar o seu papel social e com a igualdade de oportunidades de seu alunado, instituiu a COMISSÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA/CEI composta por representantes do corpo docente e discente portador de necessidades educativas especiais, a qual tem por objetivo primordial: assegurar a igualdade dentro da diversidade humana - "EDUCAÇÃO PARA TODOS". A gestão da Política da Educação Inclusiva na UTP fundamenta-se em preceitos de democracia, cidadania e participação social. Objetiva a difusão e o conhecimento do tema em tela, posto que as pessoas com deficiência; como integrantes que são da sociedade, possuem direitos e deveres comuns a todos, além do direito de ver respeitadas as suas diferenças com vistas ao tratamento isonômico. É somente através do trabalho conjunto de pessoas comprometidas que podemos esperar sucesso com tal desafio. Á medida que cada um de nós faz sua pequena parte, cada uma dessas partes produz ondulações que, juntas transformam-se em uma onda poderosa capaz de derrubar a montanha mais alta.  

 

Palavras-chave: gestão, inclusão, educação conclusiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ana Irene Alves Oliveira*

A educação é um direito garantido pela Constituição Federal do Brasil, a qual estabelece a permanência de toda criança na escola, respeitando suas diferenças, seja estas sociais, culturais, físicas, étnicas ou econômicas. No caso das crianças que apresentam déficits cognitivos, motores ou sensoriais, esse direito tem sido conquistado ao longo do processo histórico da educação e dos direitos humanos voltado para a inclusão social. Atualmente acredita-se que o desenvolvimento da criança com algum tipo de deficiência se dá de forma particularmente criativa. Percebe-se então que a presença desse aluno na escola e a convivência com outras crianças, além de promover as trocas sociais, podem favorecer a aprendizagem. Dessa forma é garantido a educação e o atendimento especializado, preferencialmente, na rede regular de ensino, com apoios necessários. Nessa busca da inserção social e da melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência pode-se contar, hoje, com os recursos de Tecnologia Assistiva e da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa. Através da tecnologia assistiva, as pessoas deficientes podem interagir com o mundo, se comunicando entre os pares, na busca constante do exercício da cidadania. A introdução da tecnologia no processo de comunicação contribuiu de forma decisiva para o aumento da inclusão dos indivíduos não falantes, tornando-os mais independentes e alargando as possibilidades de desenvolvimento de potenciais cognitivos, favorecendo assim as suas relações. Esses recursos de tecnologia alternativa que podem ser utilizadas no processo de comunicação e interação com os indivíduos com dificuldades de se comunicar por meios tradicionais (fala e escrita), e que apresentam além de dificuldades da fala e da escrita, dificuldades motoras para coordenar os movimentos, podem ser denominados de recursos de baixo custo. Esses recursos contribuem não somente para desenvolvimento da capacidade de comunicação, mas também possibilitam a estimulação e expressão das habilidades cognitivas do aluno. A possibilidade de implementação de tais recursos no contexto escolar favorece a interação social entre alunos e professores e a aprendizagem.

Palavras-chave: Tecnologia assistiva; comunicação suplementar; inclusão.

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PRÁTICA PEDAGÓGICA E TECNOLOGIAS:
UTILIZANDO RECURSOS PARA PROMOVERA INCLUSÃO ESCOLAR

 

Isabel Cristina Vollet Marson*

 

  O presente artigo discute a inserção da tecnologia como apoio para o processo ensino-aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais. Para isso, analisam-se as concepções teórico-práticas de autores que experienciaram o uso de recursos tecnológicos na prática pedagógica, como suporte ao ensino-aprendizagem dos portadores de deficiência. A tecnologia tem se inserido paulatinamente no cotidiano das pessoas e conhecimentos formais e informais estão misturados num grande caos comunicacional. Ferramentas tecnológicas têm sido criadas para possibilitar a interação dos portadores de deficiência que têm dificuldades motoras, sensoriais e lingüísticas. A modernidade tem trazido para o meio educativo transformações intensas no relacionamento entre professor-aluno-meio e o professor precisa estar atento e refletir sua posição de agente socializador. O professor é o mediador que proporciona a inserção dos portadores de deficiência na sociedade. Sua ação docente deve promover a inclusão. Repensar a prática e buscar novos recursos para melhoria do ensino-aprendizagem é tarefa fundamental do professor reflexivo. Mudanças práticas só serão vistas se os professores se conscientizarem que os portadores de deficiência têm direito à educação, à socialização e que os recursos computacionais podem ser o elo conciliador desse processo.

 

Palavras-chave: prática pedagógica, educação, tecnologias, inclusão escolar.

 

 

 

 

 

 

 

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Ingrid Adam*

Vanessa de Freitas Pontes*

 

Este artigo apresenta as principais características da adaptação curricular e sua função na promoção da inclusão dos indivíduos nos processos educativos formais e não-formais, através da abordagem fenomenológica-hermenêutica. Também, é ressaltado o papel e o perfil das tecnologias assistivas nessas ações. Todos esses conceitos são abordados de forma prática em um relato de vivência das autoras em instituições de ensino norte americanas, onde passaram pelo processo de inclusão, adaptação e integração curricular com o uso das Tecnologias Assistivas.

 

Palavras-chave: currículo, adaptação curricular e tecnologias assistivas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

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Naura Syria Carapeto Ferreira*

 

  A negatividade na contemporaneidade é produzida para depois se mobilizar esforços no sentido de sua superação, isto é, trabalhar pela positividade. Esta é uma das características que constituem o espaço societário no mundo globalizado onde a “cultura globalizada” perpassa todo o tecido humano e social. Preconceitos e estereótipos comandam o mundo capitalista produzindo a exclusão das mais diversificadas formas para fazer surgir o seu contrário, isto é as tecnologias que permitem a inclusão. Com o avanço da ciência e da tecnologia surgem no mundo tecnologias de primeira grandeza que permitem auxiliar nesta superação. Todavia, não são as tecnologias que por di só, irão eliminar ou superar a exclusão. Defende-se que são os princípios e significados ético-políticos que permitirá esta superação. A exclusão entendida, como fase extrema do processo de marginalização, é uma produção social cada vez mais intensa. Há que superá-la a partir de uma compreensão de respeito ao ser humano e às suas dificuldades possibilitando toda a superação necessária. As Tecnologias Assistivas constituem-se, portanto, uma poderosa ferramenta que poderá ser muito eficiente se conduzidaãopor profissionais comprometidos com a transformação social. Considera-se que, por serem fundamentais se torna imprescindível compreendê-las na relação que as vincula e as responsabiliza a partir dos princípios e significados comprometidos com a formação humana cidadã de toda a população brasileira para os tempos hodiernos em elevadíssimos graus de complexidade. Assim, pontuar-se-á, neste trabalho, a partir de princípios a ressignificação das Tecnologias Assistivas encaminhando reflexões propositivas para os gestores da educação.

 

Palavras chave: tecnologias Assistivas, Gestão da Educação, inclusão

 

 

 

 

 

 

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Marise Mendes Silverio*

 

Quando se objetiva a construção de uma nova sociedade é inegável a necessidade de revoluções culturais, políticas e conseqüentemente sociais. As grandes e relevantes questões enfrentadas pela educação e paralelamente pelas escolas caminham na direção de uma transformação dos educadores e dos educandos. Pois somente com a mobilização de recursos humanos, ideológicos e políticos far-se-á a revolução social, permeada pelos direitos e deveres inerentes a todos os homens, que buscam a aceitação das suas singularidades e se manifestam como sujeitos fundantes de um processo contínuo de transformação. A sociedade atual caracterizada por determinações econômicas de disparidade social, por novas condutas decorrentes, por tecnologias de informação, referências políticas e culturais desarticuladas, exige a efetivação de um ensino de qualidade como direito vital para todos os sujeitos. A escola na efetivação de uma formação humana plena com educação de qualidade, aplicada como instrumento de emancipação social, político e cultural necessita assumir em consonância com as demais instituições, a responsabilidade social de transformação dos alunos que nela ingressam e que, necessitam dela sair, como sujeitos transformados e transformadores da sociedade desigual e desumana, que vivem com consciência crítica e articulação de uma práxis de vida e para a vida. Necessário se faz, portanto, a implementação de ações que favoreça a autonomia das instituições educacionais tais como: autonomia pedagógica como a elaboração e efetivação do projeto político pedagógico, da avaliação do aluno e da instituição, o planejamento relativo ao contexto escolar como um todo e as especificidades das áreas do desenvolvimento e do conhecimento: a autonomia administrativa como direcionamento das questões relativas ao funcionamento da escola e a autonomia financeira, ou seja, o redirecionamento de verbas e a prestação de contas estão como responsabilidade e compromisso de todos os sujeitos da comunidade escolar bem como da comunidade da qual a escola é integrante.

Palavras-chave: gestão democrática, cultura, inclusão escolar.

 

 

 

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UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM E AS INTERAÇÕES COM UMA ALUNA SURDA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E USO DO COMPUTADOR COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA

 

Ademir Valdir dos Santos*

 

O artigo apresenta um relato sobre as possibilidades das práticas pedagógicas com a utilização de um ambiente virtual de aprendizagem. Especificamente, nosso objetivo é discutir as possibilidades de produção de conhecimento, a aprendizagem, o desenvolvimento de habilidades e a interação numa situação em que o ambiente virtual de aprendizagem foi utilizado como estratégia na mediação pedagógica, com uma turma de graduação em Pedagogia, num grupo em que se encontrava uma aluna surda. Nesta mesma perspectiva, se discute as possibilidades de inclusão geradas com o uso do computador e da Internet como tecnologias assistivas. A metodologia adotada foi a análise do discurso com base nos textos escritos da aluna surda que foram compartilhados no ambiente virtual de aprendizagem durante quatro meses de trabalho na disciplina de Fundamentos Filosóficos da Educação I. Evidenciou-se as categorias relacionadas à interação pedagógica, à socialização e à aprendizagem Os resultados apontam para as possibilidades contributivas do ambiente virtual na medida em que promoveu incrementos significativos na qualidade da participação da aluna surda, considerando que o computador e a Internet configuraram uma via de comunicação isenta das dificuldades de diálogo presencial que requisitava leitura labial ou uso de LIBRAS. O caráter assistivo das tecnologias se mostrou um diferencial didático-pedagógico positivo na promoção da autonomia, motivação, auto-estima e aprendizagem, servindo à inclusão com vantagens acadêmico-pedagógicas e de socialização da pessoa com deficiência.

 

Palavras-chave: práticas pedagógicas; ambiente virtual; surdez.

 

 

 

 

 

 

 

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 Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo*

NUPPEI/UTP

 

O presente trabalho apresenta algumas reflexões com base nos resultados da pesquisa sobre práticas pedagógica que promovem inclusão mediada pelas tecnologias realizada por alunas da Graduação sob a coordenação do  professor da disciplina de tecnologias de informação e de comunicação e da professora de didática que as orientam na coleta de dados durante os três semestres de envolvimento direto com o Projeto de intercâmbio internacional nos anos de 2004, 2005 e 2006. O objeto de pesquisa é a inclusão curricular e a inclusão cultural na escola americana e na escola brasileira a partir do olhar das intercambista sobre as práticas pedagógicas em disciplinas equivalentes nos currículos de escolas regulares dos dois países. Os instrumentos de pesquisas são questionários, diários de bordo e anotações de entrevistas. A abordagem de pesquisa é a fenomenologia, uma vez que permite que o indivíduo se exponha e a essência é que é filtrada para a análise. Isso não significa que a fala do depoente e a situação observada sejam descontextualizadas. Ao contrário, buscam-se, justamente, as singularidades dos processos de inclusão americano e brasileiro percebidas pelas alunas intercambistas  em três diferentes momentos. A pesquisa, ainda, está em andamento e  as análises ainda são incipientes. Contudo, como resultado parcial, constata-se que a inclusão americana se reveste de uma preocupação com as adaptações e com o bem estar físico do indivíduo; por outro lado, há uma formação de grupos que se segregam, enquanto que na realidade brasileira, quando há a inclusão, a preocupação é mais com o acolher o indivíduo no grupo buscando fazê-lo se superar. Em paralelo, algumas das alunas concluíram seu trabalho de conclusão de curso sobre a temática da inclusão de alunos com necessidades especiais e têm participado de eventos científicos que debatem as especificidades das práticas pedagógicas nesse contexto.

 

Palavras-chave: práticas pedagógicas; inclusão; formação de professores

 

 

 

 

 

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Jamine Emmanuelle Henning*

 

A luta pela inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais vem sofrendo uma evolução gradual. Escolas regulares são apontadas como receptoras de alunos, independentemente de suas necessidades especiais. Para tanto, essa escola necessita constantemente de (re)planejamentos a fim de buscar a melhor forma de conciliar suas práticas em função das especificidades que cada aluno apresenta. Com essa preocupação, esse texto, baseado em uma dissertação de mestrado, aponta as tecnologias assistivas como importante mediação, suporte e fonte de informações para esse processo. Sabe-se que ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida das pessoas. Para as pessoas com deficiência, essa tecnologia vem fazendo a diferença no que diz respeito à realização das ações. Com base na luta pela defesa do direito à educação das pessoas com necessidades educacionais especiais, as tecnologias assistivas são apontadas como possibilitadoras por apresentarem um arsenal de recursos adaptativos que permitem minimizar suas limitações funcionais decorrentes da deficiência e potencializar suas capacidades. Apresentam-se, também, como uma tecnologia de sustentação para pessoas com limitações de diferentes ordens (cognitiva, física, etc.) Essa tecnologia vem sendo usada para aumentar, manter ou melhorar as habilidades das pessoas indivíduos com necessidades educacionais especiais, promovendo independência através não somente na área educacional, mas nas rotinas diárias. Aliadas a diversos recursos, essas tecnologias apresentam-se com grande influência na facilidade do manuseio. Porém, a falta de aperfeiçoamento dos professores e demais profissionais envolvidos, vem obscurecer alguns resultados positivos que essas tecnologias podem oferecer. Ter acesso ao conhecimento e à educação de qualidade é usufruir um dos aspectos da cidadania. Nesse sentido, as tecnologias assistivas são aqui apresentadas como possibilitadoras se forem aliadas a um ensino crítico e a uma formação continuada dos profissionais envolvidos.

Palavras-chave: inclusão, pessoas com necessidades educacionais especiais, tecnologias assistivas

 

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Carlos Alves Rocha*

 

O presente artigo foi apresentado para comunicação no II Seminário Nacional Promoção da Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas, nos dias 22 e 23 de março de 2007, a ser realizado na Universidade Tuiuti do Paraná – UTP. Trata-se de um relato sobre o Projeto “Promovendo Inclusão Através das Tecnologias Assistivas: soluções culturalmente apropriadas”, sendo um projeto de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos, com o apoio CAPES/FIPSE. O trabalho apresenta alguns pontos sobre como o projeto foi elaborado, sua execução e considerações sobre alguns resultados obtidos até o presente momento. Por ser um intercâmbio internacional, é mostrado como se dá a participação dos alunos e dos professores envolvidos, frisando a sua característica principal de ser uma ação colaborativa e está sendo desenvolvido pelo método da pesquisa-ação. Como o projeto de intercâmbio gerou o projeto de pesquisa denominado “Formação de Professores para a Educação Especial: educação inclusiva com o apoio das tecnologias assistivas”, o artigo traz considerações que justificam o título. Após a apresentação do projeto de intercâmbio, são mostrados argumentos sobre o papel da pesquisa na formação de professores, tomado como base o contexto da cooperação internacional, depois salienta a relação inclusão e tecnologia assistiva, terminando com algumas considerações que o autor acha importante e relevante como contribuição à formação de professores. O conteúdo do texto está sendo comunicado com o objetivo de contribuir para a discussão que envolve a formação de profissionais que tem o foco na inclusão de pessoa deficiente na sociedade, primordialmente quando envolve a mediação da tecnologia.

 

Palavras-chave: formação de professores, inclusão e tecnologia.

 

 

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Marlei Malinoski*

Janete F. Palma

 

O presente trabalho tem por objetivo relatar a respeito da experiência de uma aluna com limite auditivo do curso de Letras da Universidade Tuiuti do Paraná, bem como da professora responsável pela disciplina de estágio supervisionado em Língua Inglesa durante o segundo semestre de 2006.  Embora a aluna apresentasse um significativo conhecimento do idioma, não teria sido possível para ela realizar as atividades docentes que caracterizam o estágio supervisionado naquele momento do curso.  Como sugestão da coordenadora da disciplina, o estágio foi realizado no Projeto Ler e Pensar da Rede Paranaense de Comunicação, local em que vários estagiários ouvintes de diversas instituições de ensino superior desenvolvem sugestões de atividades a serem publicadas no Boletim de Leitura Orientada – BOLO, e que são distribuídas pelas várias escolas do Estado do Paraná.  O método de trabalho utilizado consistia na leitura do jornal e identificação de temáticas adequadas ao trabalho com língua inglesa com alunos de 5ª. a 8ª. séries do Ensino Fundamental bem como 1º. a 3º. anos do Ensino Médio, elaboração de sugestões de atividades que integrassem o ensino da língua inglesa com as demais disciplinas do currículo escolar.  O resultado foi bastante satisfatório, não somente em termos de produção de atividades, mas principalmente por garantir que uma aluna pudesse alcançar os objetivos estabelecidos pela disciplina de maneira digna e válida, aplicando sua criatividade e conhecimentos no desenvolvimento de materiais a serem utilizados por vários professores ouvintes em todo o Estado.  Nesse aspecto o estágio supervisionado permitiu que ela não somente trouxesse a sua contribuição para a educação do Estado, como também descortinou uma outra possibilidade de atuação profissional, em ambientes externos a sala de aula.

 

Palavras-chave: estágio supervisionado, língua inglesa, ensino fundamental e médio.

 

 

 

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Rodrigo R. R. de Souza*

 

Atualmente, a popularização do computador, da Internet, das salas de multi-meios, laboratórios e das salas-ambiente nas escolas regulares e especiais, vêm configurando-se como um recurso poderoso no processo de ensino-aprendizagem, tendo-se a perspectiva de que as novas tecnologias educacionais trarão mudanças significativas às práticas pedagógicas. O computador promete no campo da recuperação e da reabilitação muito mais do que conseguiria fazer em situações normais. Poder-se-ia dizer que a tecnologia de nossos dias é a primeira verdadeira resposta técnica complexiva aos problemas dos menos dotados e dos deficientes. Essas novas tecnologias educacionais, como o computador e a Internet, se bem utilizadas, são capazes de proporcionar ao aluno especial, um apoio adequado, permitindo minimizar suas limitações, pois tais alunos possuem potencialidades que precisam ser intensificadas, com propostas pedagógicas desafiadoras de transformação, inserção e participação social. Os professores da educação especial, ao usarem metodologias de aprendizagem adequadas, podem ajudar seus alunos a utilizar as tecnologias de modo que despertem seus interesses em se desenvolverem, e tornarem-se mais participativos. Os ambientes de aprendizagem baseados nas tecnologias da informação e da comunicação, que compreendem o uso da informática, do computador, da Internet, das ferramentas para a Educação a Distância e de outros recursos e linguagens digitais, proporcionam atividades com propósitos educacionais, interessantes e desafiadoras, favorecendo a construção do conhecimento, no qual o aluno busca, explora, questiona, tem curiosidade, procura e propõe soluções. O computador é um meio de atrair o aluno com necessidades educacionais especiais à escola, pois, à medida que ele tem contato com este equipamento, consegue abstrair e verificar a aplicabilidade do que está sendo estudado, sem medo de errar, construindo o conhecimento pela tentativa de ensaio e erro.

 

Palavras-chave: educação especial, inclusão, tecnologias, ambiente de aprendizagem.

 

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Ana Luiza. G. B Moreira*

Fernanda Cândido F. Monteiro*

 

A sociedade está vivendo um momento de transição entre a integração e a inclusão, pois a inclusão é um processo de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos e mentais, incluindo a pessoa com deficiência. Esse processo contribui para a construção de um novo modelo de sociedade. Segundo dados do IBGE (Senso 2000) estima-se que de cada 100 brasileiros, no mínimo 14 apresentam algum tipo de limitação física ou sensorial, podendo-se notar uma discrepância entre os dados apresentados pela OMS (que estima 10% da população) e a realidade do Brasil (14,5%, ou seja, 24,5 milhões de pessoas). O CENSO 2003, divulgou que dos 3.887.022 discentes de instituições de ensino superior, públicas e privadas, apenas 5.078 (0,13%) são estudantes com alguma deficiência. Baseando-se, nestas premissas, este trabalho busca apresentar algumas informações sobre a história da deficiência no Brasil relacionando a visão da sociedade e o processo de inclusão em diferentes momentos. Busca relacionar esses dados com a prática terapêutica ocupacional, demonstrando sua relevância no processo inclusivo. A pesquisa realizada com alunos com deficiência física pretende demonstrar as condições de acessibilidade (arquitetônica e atitudinal) oferecidas pela Universidade Tuiuti do Paraná. Com base nos dados analisados são feitas algumas reflexões e propostas sobre a Terapia Ocupacional e a utilização de tecnologias assistivas para adequação do ambiente físico, e de recursos humanos e  acadêmicos para a acolhida desses alunos e a realização de uma efetiva inclusão; além de comparar com a realidade americana percebida durante intercâmbio de alunos da UTP na Bridgewater State Collage em Massachusets, nos Estados Unidos.

 

Palavras-chave: inclusão, pessoas com deficiência, ensino superior, tecnologia assistiva e terapia ocupacional

 

 

 

 

 

 

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Gisele Aparecida Martins Kwiatkwoski*

Olívia de Carvalho Vivi*

 

Participando do Projeto “Promovendo a Inclusão de Portadores de Necessidades Especiais através das Tecnologias Assistivas: soluções culturalmente apropriadas”, que a Universidade Tuiuti do Paraná – UTP tem em parceria com a Universidade Federal da Bahia – UFBA, pelo lado do Brasil, e pelo lado dos Estados Unidos, a Temple University, da Pensilvânia, e Bridgewater State College, de Massachusetts, que está inserido no consórcio internacional Brasil/Estados Unidos da CAPES/FIPSE, as alunas autoras deste pôster colocam aqui as suas impressões. A participação de cada uma se deu por ocasião do intercâmbio de estudos que fizeram na Bridgewater durante um semestre letivo, tendo colhido dados e informações sobre o tema, sob a orientação do pesquisador autor do presente trabalho, continuando como alunas pesquisadoras após o retorno ao Brasil. Inicialmente são apresentados argumentos sobre inclusão e tecnologias assistivas a partir do que dizem alguns autores americanos, confrontando tudo com a experiência de inclusão que as alunas tiveram durante os estudos nos Estados Unidos. São apresentadas, também, considerações sobre como esse estudo pode contribuir na formação de professores para promover a inclusão em escolas brasileiras, principalmente depois que as mesmas estiverem desenvolvendo atividades profissionais, contribuindo também com a formação em serviço e continuada de outros profissionais nas escolas em que atuarem.

 

Palavras-chave: aluno deficiente, formação de professores e inclusão

 

 

 

 

 

 

 

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Mirella W. Prosdócimo*

Marlei Malinoski*

 

 

O Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês, da Universidade Tuiuti do Paraná, analisando "A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho" surgiu como uma preocupação decorrente da participação desta acadêmica no Projeto do Consórcio Brasil Estados Unidos de Melhoria da Educação Superior CAPES/FIPSE em 2004.  A partir desta vivência e de um planejamento detalhado para a elaboração deste trabalho, estabeleceu-se como objetivo principal analisar o panorama atual da inclusão profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, considerando as leis que regulamentam esta inclusão, a aceitação da sociedade e o processo de formação profissional para a pessoa com deficiência e se este garante o desenvolvimento de suas competências reais. A base investigativa seguiu uma metodologia de pesquisa documental e de campo. Foi feita uma análise documental a respeito da legislação em vigor sobre o tema. Outro aspecto pesquisado foi a realidade da inclusão da pessoa com deficiência em empresas, e o papel das agências de emprego que trabalham com pessoas com deficiência. Foram respondidos questionários por 6 empresas, 4 agências de emprego e 5 funcionários com deficiência física, sobre suas pretensões em relação ao mercado de trabalho.

 

Palavras-chave: inclusão, pessoas com deficiência, mercado de trabalho.

 

 

 

 

 

 

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Cleuza Kuhn*

Marlei Malinoski*

 

 

A monografia “A necessidade de uma disciplina específica para a educação especial nos cursos de licenciatura da UTP” estrutura-se como Trabalho de Conclusão de Curso para a licenciatura em Letras Português/Inglês, da Universidade Tuiuti do Paraná. O objetivo deste trabalho é apontar, por meio de pesquisa, a necessidade de aprofundamento e/ou inclusão, nas grades curriculares dos cursos de licenciatura da Tuiuti, de disciplina específica que garanta preparo adequado para a inclusão de Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEEs) em sala de aula regular a seus acadêmicos. O principal argumento para a investigação se dá pela percepção de que a inclusão de PNEEs em sala de aula regular é regulamentada desde 1994, porém não há uma preparação adequada na formação dos professores para receber esses alunos em suas salas. A metodologia de pesquisa será baseada em pesquisas de campo. Serão entrevistados 5 (cinco) acadêmicos no último período, de cinco cursos distintos de licenciatura da Universidade Tuiuti, bem como os coordenadores, 5 (cinco) professores de cada curso e, ainda, a coordenadora do Centro de Capacitação Profissional da universidade, Dione Estrela Vidal. O objetivo é constatar o nível de conhecimento sobre o trabalho com PNEEs. A investigação parte da premissa que só haverá inclusão quando houver capacitação profissional que equacione as diferenças em sala.

 

Palavras-chave: inclusão, capacitação profissional, licenciatur

 

 

 

 

 

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Bruna Ferreira da Rocha*

Gislaine da Silva Barobosa*

 

O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência em Bridgewater State College- Massachusetts, EUA, durante a realização do intercâmbio resultante de um acordo entre os órgãos da CAPES/FIPSE e Universidade Tuiuti do Paraná e Bridgewater State College, com proposta  de desenvolver o projeto “Promovendo a Inclusão de indivíduos portadores de necessidades especiais: Soluções culturalmente apropriadas”. O projeto “Visões de Inclusão em Bridgewater State College” abordará três aspectos no que diz respeito à inclusão de indivíduos por meio de ações: extracurriculares e sociais, curriculares e de portadores de necessidades especiais. O relato da inclusão extracurricular abordará a inclusão dos alunos que apresentam necessidades especiais lingüísticas e culturais, de que forma esses aspectos foram observados por intercambistas brasileiras, bem como as percepções de inclusão oferecidas pela instituição norte–americana, com a comunidade e com os professores. Também será feita uma abordagem da questão de como essas necessidades foram vistas e supridas pelos americanos e/ou estrangeiros com os quais se teve contato. O processo de inclusão curricular e de portadores de necessidades especiais se dá através de leis federais e estaduais que visam defender seus direitos; direitos esses que buscam oferecer aos portadores de necessidades especiais condições de estudo e trabalho e inclusão social. Porém, no âmbito social, a inclusão no que se refere ao acolhimento dessas pessoas, muitas vezes não ocorre de maneira eficaz.

 

Palavras chave: inclusão, necessidades especiais, tecnologia assistiva

 

 

 

 

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DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMO PROJETOS DE CURSO: UM ESTUDO DE CASO

 

Álvaro Rogério Cantieri*

Marcos Antonio Canalli*

 

O curso de Engenharia da Computação da Universidade Tuiuti do Paraná, como muitos outros cursos do país, utiliza-se do projeto de graduação como mecanismo para avaliação do formando para fins de obtenção do diploma de graduação. Uma das características mais interessantes deste tipo de projeto é que o mesmo resulta, na maioria das vezes, em um protótipo funcional, que serve de base para a verificação em loco da qualidade técnica do produto desenvolvido. Desde as primeiras turmas que se formaram no curso, houve a criação de um perfil voltado ao desenvolvimento de tecnologias assistivas, como algo natural. Ao perceber tal potencial e verificar os bons resultados obtidos nesta linha de trabalho, o curso optou por incentivar, através de uma bonificação na nota dos alunos, o desenvolvimento deste tipo de tecnologia. Através deste incentivo, vários alunos têm desenvolvido produtos voltados aos portadores de necessidades especiais, resultando em produtos e tecnologias bastante interessantes, e incentivando o crescimento do pensamento de responsabilidade social entre os mesmos. O objetivo deste trabalho é divulgar os projetos de graduação realizados no curso de Engenharia da Computação da instituição, que resultaram em desenvolvimento de novas tecnologias e produtos voltados aos portadores de necessidades especiais. Temos ainda como objetivo demonstrar o grande potencial existente no curso para a realização de projetos deste tipo, incentivando desta forma parcerias com os outros cursos da instituição e com outros organismos interessados. Como exemplo de resultados podemos citar: o “Sistema de Controle de Cadeira de Rodas Elétrica Através de Comandos Vocálicos”, o “Display Braille Micro-controlado” e a “ Interface de Acionamento de Aparelhos Elétricos para Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais”, que foram realizados em turmas passadas, e o “Terminal Texto-Telefônico Portátil para Portadores de Deficiência Auditiva”, que será motivo de um trabalho final deste ano.

 

Palavras-chave: Tecnologias assistivas, Acessibilidade digital, Projeto de graduação

 

 

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Jocian Machado Bueno*

Fabiano Machado Bernert*

Anselmo Franco da Silva*

 

Este estudo apresenta os resultados encontrados e os desafios enfrentados para a inserção da Psicomotricidade como ferramenta e filosofia de base na Educação Especial de Jovens e Adultos Portadores de Necessidades Especiais Mentais no Centro Água & Vida, a favor da inclusão, no município de Curitiba-Pr. Nesse contexto, o presente estudo seguiu um estudo qualitativo do tipo etnográfico durante um período de 17 anos, no qual teceu-se, passo a passo, os procedimentos, dificuldades encontradas  e resultados colhidos com a implantação e as devidas modificações no currículo desta ferramenta nos diversos campos interdisciplinares. Os dados foram coletados através da observação direta, relatórios de observação, entrevistas com os pais e professores e com os próprios alunos, além da análise de documentos de avaliação e demais prontuários de cada aluno. Através dos dados coletados e analisados levantaram-se temas que permitiram investigar a existência da relação entre a Psicomotricidade com as dificuldades apontadas pelos profissionais, revelando que estas dificuldades tinham suas raízes no eixo psicomotor, na Formação Inicial desses alunos. Essa análise apoiou-se tanto nos estudos teórico-práticos sobre Psicomotricidade e Interdisciplinaridade de maneira geral e, mais especificamente, no contexto sócio-histórico e sistêmico de cada aluno, quanto na pesquisa empírica. As referidas análises possibilitaram compreender que há algumas limitações no processo de Formação Inicial desse aluno e desses profissionais: dificuldades na compreensão e efetivação da etiologia de cada deficiência, dificuldades na organização das prioridades do aluno, dificuldades na leitura psicomotora do sujeito, dificuldades no planejamento, dificuldades na inserção no currículo como tema transversal e/ou principal, e dificuldades no processo de inclusão da deficiência mental, tanto social quanto escolar e profissional. Essas dificuldades foram relatadas pelos pais inicialmente e comprovadas no decorrer da prática pedagógica e terapêutica. Como conclusão constata-se que a promoção da inclusão tendo a Psicomotricidade como ferramenta transdisciplinar foi muito positiva e que atualmente essa ciência vem sendo implantada como concepção metodológica para a prática da Inter e da Transdisciplinaridade, permitindo a concretização da articulação teórica com a prática, resultando em transformações evidentes na aprendizagem, as quais refletem em sua primeira instância na vertente sócio-emocional e em seguida na aprendizagem totalizada, permitindo aos jovens e adultos com necessidades educacionais especiais o acesso ao mercado de trabalho e ao ambiente social de forma integrada e constante, configurando-se como uma perspectiva mais progressista e atendendo mais a totalidade do sujeito.

 

Palavras-chave: Inclusão, Portadores de Necessidades Educacionais, Psicomotricidade, Deficiência Mental, Autonomia, Transdisciplinaridade

 

 

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POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - UMA HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO

 

Evelcy Monteiro Machado
Maria Isabel Bucci

 

O presente trabalho tem por objetivo discutir e analisar as Políticas Públicas de Educação Inclusiva apresentada na atual legislação brasileira. A Constituição de 1988 é um marco na área da Educação Especial, pois confere “status” de cidadania a pessoa com necessidade especial. Historicamente o atendimento dispensado a essa clientela aponta para instituições assistencialistas e filantrópicas, nas quais eram dispensados basicamente atendimentos na área médica e pedagógica com o único objetivo de reabilitação. Em termos de legislação, a Educação Especial aparece pela primeira vez na LDB 4024/61, apontando que a educação dos “excepcionais” deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de educação. Pode-se evidenciar que foi na LDB 9394/96 que a Educação Especial teve destaque. A ela foi conferido um capítulo que regulamenta a educação dos portadores de necessidades especiais. A Lei estabelece que esta deva se dar preferencialmente na rede regular de ensino, o que significa uma nova forma de entender a educação dessas pessoas. O estudo aponta a urgência de se ampliar as discussões sobre a inclusão de pessoa com necessidades especiais já que a própria legislação evidencia lacunas que propiciam contradições na identificação concreta do aluno da educação especial e da educação inclusiva. Percebe-se que a questão de acessibilidade das pessoas com necessidades especiais na rede regular de ensino deve ultrapassar a ideologia da inclusão como mera integração nas salas de aula do ensino regular, há que considerar os aspectos sociais, econômicos, políticos e ideológicos que envolvem a dicotomia do processo de inclusão e exclusão dos mesmos. A promoção da educação inclusiva, fundamentada no princípio da universalização do acesso à educação e na atenção à diversidade, requer uma proposta de educação pública de qualidade  para todos.

Palavras-chave: Política Educacional, Educação inclusiva, Gestão Educacional.

 

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Convite

 

 

 

 

Convidamos todos os interessados nas temáticas:  inclusão social e  educacional de pessoas com necessidades educativas especiais, e tecnologias assistivas como apoio à educação inclusiva, participarem do III SEMINÁRIO NACIONAL PROMOÇÃO DA INCLUSÃO MEDIADA PELAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS  planejado para 1º. semestre de 2008. Para terem maiores informações, a partir de 15 de dezembro de 2007, com a Profa. Márcia Silva di Palma: http://www.utp.br/seminarionuppei .

 

Aproveitamos, também, para divulgar o II FÓRUM DE TECNOLOGIA ASISITIVA E INCLUSÃO SOCIAL DA PESSOA DEFICIENTE organizado pelo CEDI, para os dias 03, 04 e 05 de abril de 2008, que se realizará em Belém/ Pará / Brasil.

Informações com a Profa. Ana Irene Alves Oliveira no endereço http://www2.uepa.br/nedeta/Forumtecnologia.htm

 


 

 

 

 

 

 

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*Ana Luiza Galvão Bender Moreir; Dione Estrela Vida; Franciele Tavares. Representante: Irene Carmen Piconi Prestes; Maria Letizia Marchese; Vanessa de Camargo Hermann.

* inclusão@utp.br

*Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade, Universidade Estadual do Pará

* Aluna do PPGEd. Mestrado em Educação – UTP. isabel.marson@uahoo.com.br

Orientador: Prof. Dr. Ademir Valdir dos Santos

* Pedagoga – UTP. dindidam@hotmail.com

* Professora de Língua Portuguesa e Inglesa – UTP. vanessafp02@yahoo.com.br

Orientador: Prf. Mst. Prof.Ms.Carlos Rocha*

* Coordenadora do PPGEd Mestrado em Educação – UTP. naura@utp.br

* Mestrado em Educação – UTP. marisesilverio@yahoo.com.br

* Prof. Dr. PPGEd Mestrado em Educação – UTP. adeati@yahoo.com.br

* Profª. Dr. PPGEd. Mestrado em Educação. iolanda.cortelazzo@utp.br

* Aluna do PPGEd. Mestrado em Educação - UTP. interativamafra@terra.com.br

* Prof. Ms. Pedagogia/FCHLA/UTP e NUPPEI/UTP. rocha_karlo@yahoo.com.br

 

* marlei.malinoski1@utp.br    Orientadora: Prfª. Mst. Márcia Silva Di Palma

* ruoderik@yahoo.com.br

* fcfm_to@yahoo.com.br

* ana.moreira2@utp.br

* giselekwiat@hotmail.com

* olie_vivi@yahoo.com.br Orientação: Prof. Ms. Carlos Alves Rocha*

 

* miprosdocimo@onda.com.b r

* marlei.malinoski@utp.br

* cleokuhn@yahoo.com.br  

* marlei.malinoski@utp.br

* brunaviolet@hotmail.com

* gizinhasb@yahoo.com.br

* Universidade Tuiuti do Paraná. alvaro.cantieri@utp.br

* Universidade Tuiuti do Paraná. marcos.canalli@utp.br

* Universidade Tuiuti do Paraná. jocian@aguaevida.com.br.

*Coordenador do Programa de Autonomia para Jovens e Adultos da Água & Vida. fabiano@aguaevida.com.br

* Professor da Água & Vida e da Escola Alternativa. anselmoatleticano@hotmail.com