ANAIS II SEMINÁRIO NACIONAL PROMOÇÃO DA INCLUSÃO 22
e 23 de março de 2007 - Curitiba-PR PROMOÇÃO:
REALIZAÇÃO:
ORGANIZAÇÃO Prof.ª
Dra. Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo PPGEd Mestrado em Educação Editora UTP |
APRESENTAÇÃO Esta
publicação contém o resumo dos trabalhos apresentados no II Seminário
Nacional Promoção de Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas com a
temática: Formação de Professores para autonomia dos alunos. É o
resultado das pesquisas realizadas por acadêmicos, e professores, que
investidos no papel de pesquisadores, fruto de um trabalho integrado
realizado pelo PPG-Ed – Mestrado em Educação, curso de Pedagogia e cursos de
Licenciatura da Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes da UTP e da
Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde em parceria com pesquisadores da
FACED Universidade Federal da Bahia e do Núcleo de Desenvolvimento em
Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da Universidade Estadual do Pará e com
pesquisadores do projeto de Colaboração Internacional, CAPES/FIPSE, com a
Temple University e a Bridgewater State College. Esses
textos discutem a
formação de professores para o desenvolvimento da autonomia do aluno com
necessidades educativas especiais; são resultados de interlocução entre
professores da Graduação e da Pós-Graduação da Universidade Tuiuti do Paraná,
da UFBA, da UEPA e de outras instituições de Educação Superior que se fizerem
presente; e apresentam resultados de pesquisa dos alunos da Pós-Graduação e
da Graduação em particular dos participantes do Programa CAPES/FIPSE de que
participam as instituições promotoras do evento e desta publicação. Iolanda
Bueno de Camargo Cortelazzo |
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Evento: II
Seminário Nacional Promoção da Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas Período: 22 e 23 de março de 2007 Local:
Universidade Tuiuti do Paraná Promoção:
UTP • UFBA • UEPA Realização:
Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes e PGEd MESTRADO EM EDUCAÇÃO
Mestrado em Educação da UTP Organização:
Prof.ª Dra. Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo (UTP), Prof.ª Dra. Terezinha Miranda (UFBA), Profa. Ms. Ana
Irene de Oliveira (UEPA), Prof. Ms. Carlos Alves Rocha (UTP), Profa. Ms. Márcia Silva Di Palma(UTP). |
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Dia 22/03/2007 |
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8h às 8h30 h |
Inscrição e identificação |
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8h30 |
Abertura |
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9h às 10h20 |
Mesa redonda 1 A importância de um Centro de
Reabilitação Integrado para a Escola Inclusiva Ana Irene Alves
Oliveira
Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade,
Vanessa de Camargo Hermann
Comissão de Educação Inclusiva/ CEI Universidade Tuiuti do Paraná/ UTP Terezinha Miranda Faculdade de Educação Universidade Federal da Bahia |
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10h20 às 10h40 |
Intervalo |
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10h40 às 12h10h |
Comunicação Científica 10hh40 às 11h00: A Real Importância e o Significado das Tecnologias Assistivas e a
Gestão da Educação: para além das tecnologias rumo à inclusão - Naura Syria Carapeto Ferreira. 11h00 às 11h20: Gestão Democrática e o processo de inclusão escolar – Marise Mendes Silvério. 11h20 às 11h40: A acessibilidade na comunidade universitária – Irene Piconi Prestes e outros. 11h40 – 12h00: debate |
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14h às 17h |
Mini-curso: Tecnologias Assistivas de baixo custo
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17h às 19h |
Sessão de apresentação de posters Fernanda Cândido F. Monteiro, Mirella Prosdócimo, Cleuza Kuhn, Marcos Antonio Canalli e Álvaro Rogério Cantieri. |
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19h às 19h30 |
Comunicação 18h20/18h40: O estágio supervisionado em língua inglesa: possibilidades de atuação
para deficientes auditivos – Márcia Silva Di Palma, Marlei Malinoski,
Janete F. Palma. 18h40 19h10: Educação Especial Apoiada Pelas Tecnologias – Rodrigo Rocha R. de
Souza. 19h10 às 19h30: A formação de professores para
promover a inclusão de pessoa deficiente: a experiência de um projeto de
intercâmbio – Carlos Rocha. |
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19h30 às 21:00 h |
Painel 2004 - A inclusão percebida ou não nas classes regulares de instituições
de ensino americanas. Moderador: Prof. Carlos Alves Rocha. A necessidade de uma
disciplina específica de educação especial nos cursos de licenciatura da
Tuiuti Cleuza Kuhn Tecnologia Assistiva: Considerações da Terapia Ocupacional
na Inclusão de Pessoas com Deficiência Física no Ensino Superior - Fernanda C. Monteiro A inclusão da pessoa com
deficiência física no mercado de trabalho - Mirella W. Prosdócimo Franciele Savaris Sória |
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Dia 23/03/2007 |
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8 h às 8:30 h |
Início dos trabalhos |
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8h30 às 10h |
Mesa redonda A formação do Professor para uma escola
inclusiva Hilton de
Azevedo Paulo
Roberto Carvalho Alcântara Valéria
Luders |
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10h às 10h20 |
Intervalo |
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10h às 10h20 |
Exibição de posters |
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10h20 às 12h |
Comunicação Científica 10h20 às 11h: Tecnologias Assistivas na escola inclusiva – Jamine Emmanuelle Henning. |
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11h às 11h20: Prática pedagógica e tecnologias: utilizando
recursos para promover a inclusão escolar – Isabel Cristina Vollet
Marson e Ademir Valdir dos Santos. 11h20 às 11h40: Ambiente Virtual De aprendizagem e as interações com
uma aluna surda: práticas pedagógicas e uso do computador como tecnologia
assistiva - Ademir Valdir dos Santos. 11h40 às 12h: debate |
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17 h às 18h30 |
Sessão de apresentação de posters (Bruna Ferreira da Rocha, Gislaine da Silva Barobosa, Salete Volski,
Vanessa de Freitas Pontes, Ingrid Adam, Olívia de Carvalho Vivi, Gisele
Aparecida Martins. |
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18h30 às 19h30 |
Comunicação Científica 18h40 Às 19h00: A Promoção da Inclusão Tendo d Psicomotricidade como
Ferramenta Transdisciplinar na Educação de Jovens e Adultos com Necessidades
Educacionais Especiais - Jocian Machado Bueno, Fabiano Machado Bernert, Anselmo Franco da
Silva. 18h50 Às 19h10: Adaptação Curricular: Uso Das Tecnologias Assistivas
– Ingrid Adam e Vanessa de Freitas Pontes 19h10 às 19h30: Educação à distância
promovendo inclusão - Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo. |
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19:30 às 21:00 h |
Painel 2005 Adaptação Curricular: Uso Das Tecnologias Assistivas Moderador: Márcia Silva Di Palma Ingrid Adam Vanessa de Freitas Pontes A Inclusão e o
Programa de Intercâmbio CAPES/FIPSE Moderador Profa. Marlei G. S. Malinoski Gisele Aparecida Martins Kwiatkwoski Olívia de Carvalho Vivi |
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A
Universidade Tuiuti do Paraná, imbuída da filosofia da Promoção Humana e, com
a intenção de reafirmar a crença no valor humano e o interesse de
posicioná-lo como centro de suas preocupações, busca a construção de uma
sociedade em benefício de todos. Por estar alerta aos avanços técnicos e
científicos, ao desabrochar de uma nova mentalidade, preocupada em maximizar
o seu papel social e com a igualdade de oportunidades de seu alunado,
instituiu a COMISSÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA/CEI composta por representantes do
corpo docente e discente portador de necessidades educativas especiais, a
qual tem por objetivo primordial: assegurar a igualdade dentro da diversidade
humana - "EDUCAÇÃO PARA TODOS". A gestão da Política da Educação
Inclusiva na UTP fundamenta-se em preceitos de democracia, cidadania e
participação social. Objetiva a difusão e o conhecimento do tema em tela,
posto que as pessoas com deficiência; como integrantes que são da sociedade,
possuem direitos e deveres comuns a todos, além do direito de ver respeitadas
as suas diferenças com vistas ao tratamento isonômico. É somente através do
trabalho conjunto de pessoas comprometidas que podemos esperar sucesso com
tal desafio. Á medida que cada um de nós faz sua pequena parte, cada uma
dessas partes produz ondulações que, juntas transformam-se em uma onda
poderosa capaz de derrubar a montanha mais alta. Palavras-chave: gestão, inclusão, educação
conclusiva. 10 |
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Ana Irene Alves
Oliveira* A
educação é um direito garantido pela Constituição Federal do Brasil, a qual
estabelece a permanência de toda criança na escola, respeitando suas
diferenças, seja estas sociais, culturais, físicas, étnicas ou econômicas. No
caso das crianças que apresentam déficits cognitivos, motores ou sensoriais,
esse direito tem sido conquistado ao longo do processo histórico da educação
e dos direitos humanos voltado para a inclusão social. Atualmente acredita-se
que o desenvolvimento da criança com algum tipo de deficiência se dá de forma
particularmente criativa. Percebe-se então que a presença desse aluno na
escola e a convivência com outras crianças, além de promover as trocas
sociais, podem favorecer a aprendizagem. Dessa forma é garantido a educação e
o atendimento especializado, preferencialmente, na rede regular de ensino,
com apoios necessários. Nessa busca da inserção social e da melhoria da
qualidade de vida das pessoas com deficiência pode-se contar, hoje, com os
recursos de Tecnologia Assistiva e da Comunicação Suplementar e/ou
Alternativa. Através da tecnologia assistiva, as pessoas deficientes podem
interagir com o mundo, se comunicando entre os pares, na busca constante do
exercício da cidadania. A introdução da tecnologia no processo de comunicação
contribuiu de forma decisiva para o aumento da inclusão dos indivíduos não
falantes, tornando-os mais independentes e alargando as possibilidades de
desenvolvimento de potenciais cognitivos, favorecendo assim as suas relações.
Esses recursos de tecnologia alternativa que podem ser utilizadas no processo
de comunicação e interação com os indivíduos com dificuldades de se comunicar
por meios tradicionais (fala e escrita), e que apresentam além de
dificuldades da fala e da escrita, dificuldades motoras para coordenar os
movimentos, podem ser denominados de recursos de baixo custo. Esses
recursos contribuem não somente para desenvolvimento da capacidade de
comunicação, mas também possibilitam a estimulação e expressão das
habilidades cognitivas do aluno. A possibilidade de implementação de tais
recursos no contexto escolar favorece a interação social entre alunos e
professores e a aprendizagem. Palavras-chave: Tecnologia assistiva; comunicação
suplementar; inclusão. 11 |
PRÁTICA PEDAGÓGICA E TECNOLOGIAS:
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Este
artigo apresenta as principais características da adaptação curricular e sua
função na promoção da inclusão dos indivíduos nos processos educativos
formais e não-formais, através da abordagem fenomenológica-hermenêutica.
Também, é ressaltado o papel e o perfil das tecnologias assistivas nessas
ações. Todos esses conceitos são abordados de forma prática em um relato de
vivência das autoras em instituições de ensino norte americanas, onde
passaram pelo processo de inclusão, adaptação e integração curricular com o
uso das Tecnologias Assistivas. Palavras-chave: currículo, adaptação curricular e
tecnologias assistivas.
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A
REAL IMPORTÂNCIA E O SIGNIFICADO DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E A GESTÃO DA
EDUCAÇÃO: PARA ALÉM DAS TECNOLOGIAS RUMO À INCLUSÃO
Naura Syria Carapeto Ferreira* A negatividade na contemporaneidade é
produzida para depois se mobilizar esforços no sentido de sua superação, isto
é, trabalhar pela positividade. Esta é uma das características que constituem
o espaço societário no mundo globalizado onde a “cultura globalizada”
perpassa todo o tecido humano e social. Preconceitos e estereótipos comandam
o mundo capitalista produzindo a exclusão das mais diversificadas formas para
fazer surgir o seu contrário, isto é as tecnologias que permitem a inclusão.
Com o avanço da ciência e da tecnologia surgem no mundo tecnologias de
primeira grandeza que permitem auxiliar nesta superação. Todavia, não são as
tecnologias que por di só, irão eliminar ou superar a exclusão. Defende-se
que são os princípios e significados ético-políticos que permitirá esta
superação. A exclusão entendida, como fase extrema do processo de
marginalização, é uma produção social cada vez mais intensa. Há que superá-la
a partir de uma compreensão de respeito ao ser humano e às suas dificuldades
possibilitando toda a superação necessária. As Tecnologias Assistivas
constituem-se, portanto, uma poderosa ferramenta que poderá ser muito
eficiente se conduzidaãopor profissionais comprometidos com a transformação
social. Considera-se que, por serem fundamentais se torna imprescindível
compreendê-las na relação que as vincula e as responsabiliza a partir dos
princípios e significados comprometidos com a formação humana cidadã de toda
a população brasileira para os tempos hodiernos em elevadíssimos graus de
complexidade. Assim, pontuar-se-á, neste trabalho, a partir de princípios a
ressignificação das Tecnologias Assistivas encaminhando reflexões
propositivas para os gestores da educação. Palavras
chave: tecnologias Assistivas, Gestão da Educação, inclusão 14 |
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Quando
se objetiva a construção de uma nova sociedade é inegável a necessidade de
revoluções culturais, políticas e conseqüentemente sociais. As grandes e
relevantes questões enfrentadas pela educação e paralelamente pelas escolas
caminham na direção de uma transformação dos educadores e dos educandos. Pois
somente com a mobilização de recursos humanos, ideológicos e políticos
far-se-á a revolução social, permeada pelos direitos e deveres inerentes a
todos os homens, que buscam a aceitação das suas singularidades e se
manifestam como sujeitos fundantes de um processo contínuo de transformação.
A sociedade atual caracterizada por determinações econômicas de disparidade
social, por novas condutas decorrentes, por tecnologias de informação,
referências políticas e culturais desarticuladas, exige a efetivação de um
ensino de qualidade como direito vital para todos os sujeitos. A escola na
efetivação de uma formação humana plena com educação de qualidade, aplicada
como instrumento de emancipação social, político e cultural necessita assumir
em consonância com as demais instituições, a responsabilidade social de
transformação dos alunos que nela ingressam e que, necessitam dela sair, como
sujeitos transformados e transformadores da sociedade desigual e desumana, que
vivem com consciência crítica e articulação de uma práxis de vida e para a
vida. Necessário se faz, portanto, a implementação de ações que favoreça a
autonomia das instituições educacionais tais como: autonomia pedagógica como
a elaboração e efetivação do projeto político pedagógico, da avaliação do
aluno e da instituição, o planejamento relativo ao contexto escolar como um
todo e as especificidades das áreas do desenvolvimento e do conhecimento: a
autonomia administrativa como direcionamento das questões relativas ao
funcionamento da escola e a autonomia financeira, ou seja, o redirecionamento
de verbas e a prestação de contas estão como responsabilidade e compromisso
de todos os sujeitos da comunidade escolar bem como da comunidade da qual a
escola é integrante. Palavras-chave: gestão democrática, cultura,
inclusão escolar.
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UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
E AS INTERAÇÕES COM UMA ALUNA SURDA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E USO DO
COMPUTADOR COMO TECNOLOGIA ASSISTIVA
Ademir Valdir dos Santos* O
artigo apresenta um relato sobre as possibilidades das práticas pedagógicas
com a utilização de um ambiente virtual de aprendizagem. Especificamente,
nosso objetivo é discutir as possibilidades de produção de conhecimento, a
aprendizagem, o desenvolvimento de habilidades e a interação numa situação em
que o ambiente virtual de aprendizagem foi utilizado como estratégia na
mediação pedagógica, com uma turma de graduação em Pedagogia, num grupo em
que se encontrava uma aluna surda. Nesta mesma perspectiva, se discute as
possibilidades de inclusão geradas com o uso do computador e da Internet como
tecnologias assistivas. A metodologia adotada foi a análise do discurso com
base nos textos escritos da aluna surda que foram compartilhados no ambiente
virtual de aprendizagem durante quatro meses de trabalho na disciplina de
Fundamentos Filosóficos da Educação I. Evidenciou-se as categorias
relacionadas à interação pedagógica, à socialização e à aprendizagem Os
resultados apontam para as possibilidades contributivas do ambiente virtual
na medida em que promoveu incrementos significativos na qualidade da
participação da aluna surda, considerando que o computador e a Internet
configuraram uma via de comunicação isenta das dificuldades de diálogo
presencial que requisitava leitura labial ou uso de LIBRAS. O caráter
assistivo das tecnologias se mostrou um diferencial didático-pedagógico
positivo na promoção da autonomia, motivação, auto-estima e aprendizagem,
servindo à inclusão com vantagens acadêmico-pedagógicas e de socialização da
pessoa com deficiência. Palavras-chave: práticas pedagógicas; ambiente
virtual; surdez.
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Iolanda Bueno de
Camargo Cortelazzo* NUPPEI/UTP O presente trabalho apresenta algumas
reflexões com base nos resultados da pesquisa sobre práticas pedagógica que
promovem inclusão mediada pelas tecnologias realizada por alunas da Graduação
sob a coordenação do professor da
disciplina de tecnologias de informação e de comunicação e da professora de
didática que as orientam na coleta de dados durante os três semestres de
envolvimento direto com o Projeto de intercâmbio internacional nos anos de
2004, 2005 e 2006. O objeto de pesquisa é a inclusão curricular e a inclusão
cultural na escola americana e na escola brasileira a partir do olhar das
intercambista sobre as práticas pedagógicas em disciplinas equivalentes nos
currículos de escolas regulares dos dois países. Os instrumentos de pesquisas
são questionários, diários de bordo e anotações de entrevistas. A abordagem
de pesquisa é a fenomenologia, uma vez que permite que o indivíduo se exponha
e a essência é que é filtrada para a análise. Isso não significa que a fala
do depoente e a situação observada sejam descontextualizadas. Ao contrário,
buscam-se, justamente, as singularidades dos processos de inclusão americano
e brasileiro percebidas pelas alunas intercambistas em três diferentes momentos. A pesquisa,
ainda, está em andamento e as análises
ainda são incipientes. Contudo, como resultado parcial, constata-se que a
inclusão americana se reveste de uma preocupação com as adaptações e com o
bem estar físico do indivíduo; por outro lado, há uma formação de grupos que
se segregam, enquanto que na realidade brasileira, quando há a inclusão, a
preocupação é mais com o acolher o indivíduo no grupo buscando fazê-lo se
superar. Em paralelo, algumas das alunas concluíram seu trabalho de conclusão
de curso sobre a temática da inclusão de alunos com necessidades especiais e
têm participado de eventos científicos que debatem as especificidades das
práticas pedagógicas nesse contexto. Palavras-chave:
práticas pedagógicas; inclusão; formação de professores 17 |
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A
luta pela inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais vem
sofrendo uma evolução gradual. Escolas regulares são apontadas como
receptoras de alunos, independentemente de suas necessidades especiais. Para
tanto, essa escola necessita constantemente de (re)planejamentos a fim de
buscar a melhor forma de conciliar suas práticas em função das
especificidades que cada aluno apresenta. Com essa preocupação, esse texto,
baseado em uma dissertação de mestrado, aponta as tecnologias assistivas como
importante mediação, suporte e fonte de informações para esse processo.
Sabe-se que ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para
facilitar a vida das pessoas. Para as pessoas com deficiência, essa
tecnologia vem fazendo a diferença no que diz respeito à realização das
ações. Com base na luta pela defesa do direito à educação das pessoas com
necessidades educacionais especiais, as tecnologias assistivas são apontadas
como possibilitadoras por apresentarem um arsenal de recursos adaptativos que
permitem minimizar suas limitações funcionais decorrentes da deficiência e
potencializar suas capacidades. Apresentam-se, também, como uma tecnologia de
sustentação para pessoas com limitações de diferentes ordens (cognitiva,
física, etc.) Essa tecnologia vem sendo usada para aumentar, manter ou
melhorar as habilidades das pessoas indivíduos com necessidades educacionais especiais, promovendo independência
através não somente na área educacional, mas nas rotinas diárias. Aliadas a
diversos recursos, essas tecnologias apresentam-se com grande influência na
facilidade do manuseio. Porém, a falta de aperfeiçoamento dos professores e
demais profissionais envolvidos, vem obscurecer alguns resultados positivos
que essas tecnologias podem oferecer. Ter acesso ao conhecimento e à educação
de qualidade é usufruir um dos aspectos da cidadania. Nesse sentido, as
tecnologias assistivas são aqui apresentadas como possibilitadoras se forem
aliadas a um ensino crítico e a uma formação continuada dos profissionais
envolvidos. Palavras-chave: inclusão, pessoas com
necessidades educacionais especiais, tecnologias assistivas
18 |
A
FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA PROMOVER A INCLUSÃO DE PESSOA DEFICIENTE: A
EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE INTERCÂMBIO
O
presente artigo foi apresentado para comunicação no II Seminário Nacional
Promoção da Inclusão Mediada pelas Tecnologias Assistivas, nos dias 22 e 23
de março de 2007, a ser realizado na Universidade Tuiuti do Paraná – UTP.
Trata-se de um relato sobre o Projeto “Promovendo Inclusão Através das
Tecnologias Assistivas: soluções culturalmente apropriadas”, sendo um
projeto de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos, com o
apoio CAPES/FIPSE. O trabalho apresenta alguns pontos sobre como o projeto
foi elaborado, sua execução e considerações sobre alguns resultados obtidos
até o presente momento. Por ser um intercâmbio internacional, é mostrado como
se dá a participação dos alunos e dos professores envolvidos, frisando a sua
característica principal de ser uma ação colaborativa e está sendo
desenvolvido pelo método da pesquisa-ação. Como o projeto de intercâmbio
gerou o projeto de pesquisa denominado “Formação de Professores para a
Educação Especial: educação inclusiva com o apoio das tecnologias assistivas”,
o artigo traz considerações que justificam o título. Após a apresentação do
projeto de intercâmbio, são mostrados argumentos sobre o papel da pesquisa na
formação de professores, tomado como base o contexto da cooperação
internacional, depois salienta a relação inclusão e tecnologia assistiva,
terminando com algumas considerações que o autor acha importante e relevante
como contribuição à formação de professores. O conteúdo do texto está sendo
comunicado com o objetivo de contribuir para a discussão que envolve a
formação de profissionais que tem o foco na inclusão de pessoa deficiente na
sociedade, primordialmente quando envolve a mediação da tecnologia. Palavras-chave: formação de professores, inclusão
e tecnologia.
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O
presente trabalho tem por objetivo relatar a respeito da experiência de uma
aluna com limite auditivo do curso de Letras da Universidade Tuiuti do
Paraná, bem como da professora responsável pela disciplina de estágio
supervisionado em Língua Inglesa durante o segundo semestre de 2006. Embora a aluna apresentasse um
significativo conhecimento do idioma, não teria sido possível para ela
realizar as atividades docentes que caracterizam o estágio supervisionado
naquele momento do curso. Como
sugestão da coordenadora da disciplina, o estágio foi realizado no Projeto
Ler e Pensar da Rede Paranaense de Comunicação, local em que vários
estagiários ouvintes de diversas instituições de ensino superior desenvolvem
sugestões de atividades a serem publicadas no Boletim de Leitura Orientada –
BOLO, e que são distribuídas pelas várias escolas do Estado do Paraná. O método de trabalho utilizado consistia na
leitura do jornal e identificação de temáticas adequadas ao trabalho com
língua inglesa com alunos de 5ª. a 8ª. séries do Ensino Fundamental bem como
1º. a 3º. anos do Ensino Médio, elaboração de sugestões de atividades que
integrassem o ensino da língua inglesa com as demais disciplinas do currículo
escolar. O resultado foi bastante
satisfatório, não somente em termos de produção de atividades, mas
principalmente por garantir que uma aluna pudesse alcançar os objetivos
estabelecidos pela disciplina de maneira digna e válida, aplicando sua
criatividade e conhecimentos no desenvolvimento de materiais a serem
utilizados por vários professores ouvintes em todo o Estado. Nesse aspecto o estágio supervisionado
permitiu que ela não somente trouxesse a sua contribuição para a educação do
Estado, como também descortinou uma outra possibilidade de atuação
profissional, em ambientes externos a sala de aula. Palavras-chave: estágio supervisionado, língua
inglesa, ensino fundamental e médio. 20 |
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Atualmente,
a popularização do computador, da Internet, das salas de multi-meios,
laboratórios e das salas-ambiente nas escolas regulares e especiais, vêm
configurando-se como um recurso poderoso no processo de ensino-aprendizagem,
tendo-se a perspectiva de que as novas tecnologias educacionais trarão
mudanças significativas às práticas pedagógicas. O computador promete no campo
da recuperação e da reabilitação muito mais do que conseguiria fazer em
situações normais. Poder-se-ia dizer que a tecnologia de nossos dias é a
primeira verdadeira resposta técnica complexiva aos problemas dos menos
dotados e dos deficientes. Essas novas tecnologias educacionais, como o
computador e a Internet, se bem utilizadas, são capazes de proporcionar ao
aluno especial, um apoio adequado, permitindo minimizar suas limitações, pois
tais alunos possuem potencialidades que precisam ser intensificadas, com
propostas pedagógicas desafiadoras de transformação, inserção e participação
social. Os professores da educação especial, ao usarem metodologias de
aprendizagem adequadas, podem ajudar seus alunos a utilizar as tecnologias de
modo que despertem seus interesses em se desenvolverem, e tornarem-se mais
participativos. Os ambientes de aprendizagem baseados nas tecnologias da
informação e da comunicação, que compreendem o uso da informática, do
computador, da Internet, das ferramentas para a Educação a Distância e de
outros recursos e linguagens digitais, proporcionam atividades com propósitos
educacionais, interessantes e desafiadoras, favorecendo a construção do
conhecimento, no qual o aluno busca, explora, questiona, tem curiosidade,
procura e propõe soluções. O computador é um meio de atrair o aluno com
necessidades educacionais especiais à escola, pois, à medida que ele tem
contato com este equipamento, consegue abstrair e verificar a aplicabilidade
do que está sendo estudado, sem medo de errar, construindo o conhecimento
pela tentativa de ensaio e erro. Palavras-chave: educação especial, inclusão,
tecnologias, ambiente de aprendizagem.
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TECNOLOGIA
ASSISTIVA: CONSIDERAÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL
NA INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA NO ENSINO SUPERIOR
A
sociedade está vivendo um momento de transição entre a integração e a
inclusão, pois a inclusão é um processo de transformações, pequenas e
grandes, nos ambientes físicos e mentais, incluindo a pessoa com deficiência.
Esse processo contribui para a construção de um novo modelo de sociedade.
Segundo dados do IBGE (Senso 2000) estima-se que de cada 100 brasileiros, no
mínimo 14 apresentam algum tipo de limitação física ou sensorial, podendo-se
notar uma discrepância entre os dados apresentados pela OMS (que estima 10%
da população) e a realidade do Brasil (14,5%, ou seja, 24,5 milhões de
pessoas). O CENSO 2003, divulgou que dos 3.887.022 discentes de instituições
de ensino superior, públicas e privadas, apenas 5.078 (0,13%) são estudantes
com alguma deficiência. Baseando-se, nestas premissas, este trabalho busca
apresentar algumas informações sobre a história da deficiência no Brasil
relacionando a visão da sociedade e o processo de inclusão em diferentes
momentos. Busca relacionar esses dados com a prática terapêutica ocupacional,
demonstrando sua relevância no processo inclusivo. A pesquisa realizada com
alunos com deficiência física pretende demonstrar as condições de
acessibilidade (arquitetônica e atitudinal) oferecidas pela Universidade
Tuiuti do Paraná. Com base nos dados analisados são feitas algumas reflexões
e propostas sobre a Terapia Ocupacional e a utilização de tecnologias
assistivas para adequação do ambiente físico, e de recursos humanos e acadêmicos para a acolhida desses alunos e
a realização de uma efetiva inclusão; além de comparar com a realidade
americana percebida durante intercâmbio de alunos da UTP na Bridgewater State
Collage em Massachusets, nos Estados Unidos. Palavras-chave: inclusão, pessoas com deficiência,
ensino superior, tecnologia assistiva e terapia ocupacional
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Gisele Aparecida Martins Kwiatkwoski* Participando
do Projeto “Promovendo a Inclusão de Portadores de Necessidades Especiais
através das Tecnologias Assistivas: soluções culturalmente apropriadas”, que
a Universidade Tuiuti do Paraná – UTP tem em parceria com a Universidade
Federal da Bahia – UFBA, pelo lado do Brasil, e pelo lado dos Estados Unidos,
a Temple University, da Pensilvânia, e Bridgewater State College, de
Massachusetts, que está inserido no consórcio internacional Brasil/Estados
Unidos da CAPES/FIPSE, as alunas autoras deste pôster colocam aqui as suas
impressões. A participação de cada uma se deu por ocasião do intercâmbio de
estudos que fizeram na Bridgewater durante um semestre letivo, tendo colhido
dados e informações sobre o tema, sob a orientação do pesquisador autor do
presente trabalho, continuando como alunas pesquisadoras após o retorno ao
Brasil. Inicialmente são apresentados argumentos sobre inclusão e tecnologias
assistivas a partir do que dizem alguns autores americanos, confrontando tudo
com a experiência de inclusão que as alunas tiveram durante os estudos nos
Estados Unidos. São apresentadas, também, considerações sobre como esse
estudo pode contribuir na formação de professores para promover a inclusão em
escolas brasileiras, principalmente depois que as mesmas estiverem
desenvolvendo atividades profissionais, contribuindo também com a formação em
serviço e continuada de outros profissionais nas escolas em que atuarem. Palavras-chave: aluno deficiente, formação de
professores e inclusão 23 |
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O
Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês, da
Universidade Tuiuti do Paraná, analisando "A inclusão de pessoas com
deficiência no mercado de trabalho" surgiu como uma preocupação
decorrente da participação desta acadêmica no Projeto do Consórcio Brasil
Estados Unidos de Melhoria da Educação Superior CAPES/FIPSE em 2004. A partir desta vivência e de um
planejamento detalhado para a elaboração deste trabalho, estabeleceu-se como
objetivo principal analisar o panorama atual da inclusão profissional de
pessoas com deficiência no mercado de trabalho, considerando as leis que
regulamentam esta inclusão, a aceitação da sociedade e o processo de formação
profissional para a pessoa com deficiência e se este garante o
desenvolvimento de suas competências reais. A base investigativa seguiu uma
metodologia de pesquisa documental e de campo. Foi feita uma análise
documental a respeito da legislação em vigor sobre o tema. Outro aspecto
pesquisado foi a realidade da inclusão da pessoa com deficiência em empresas,
e o papel das agências de emprego que trabalham com pessoas com deficiência.
Foram respondidos questionários por 6 empresas, 4 agências de emprego e 5
funcionários com deficiência física, sobre suas pretensões em relação ao
mercado de trabalho. Palavras-chave: inclusão, pessoas com deficiência,
mercado de trabalho. 24 |
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A
monografia “A necessidade de uma disciplina específica para a educação
especial nos cursos de licenciatura da UTP” estrutura-se como Trabalho de
Conclusão de Curso para a licenciatura em Letras Português/Inglês, da
Universidade Tuiuti do Paraná. O objetivo deste trabalho é apontar, por meio
de pesquisa, a necessidade de aprofundamento e/ou inclusão, nas grades
curriculares dos cursos de licenciatura da Tuiuti, de disciplina específica
que garanta preparo adequado para a inclusão de Portadores de Necessidades
Educacionais Especiais (PNEEs) em sala de aula regular a seus acadêmicos. O
principal argumento para a investigação se dá pela percepção de que a
inclusão de PNEEs em sala de aula regular é regulamentada desde 1994, porém
não há uma preparação adequada na formação dos professores para receber esses
alunos em suas salas. A metodologia de pesquisa será baseada em pesquisas de
campo. Serão entrevistados 5 (cinco) acadêmicos no último período, de cinco
cursos distintos de licenciatura da Universidade Tuiuti, bem como os
coordenadores, 5 (cinco) professores de cada curso e, ainda, a coordenadora
do Centro de Capacitação Profissional da universidade, Dione Estrela Vidal. O
objetivo é constatar o nível de conhecimento sobre o trabalho com PNEEs. A
investigação parte da premissa que só haverá inclusão quando houver
capacitação profissional que equacione as diferenças em sala. Palavras-chave: inclusão, capacitação
profissional, licenciatur 25 |
|
O
presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência em Bridgewater State
College- Massachusetts, EUA, durante a realização do intercâmbio resultante
de um acordo entre os órgãos da CAPES/FIPSE e Universidade Tuiuti do Paraná e
Bridgewater State College, com proposta
de desenvolver o projeto “Promovendo a Inclusão de indivíduos
portadores de necessidades especiais: Soluções culturalmente apropriadas”. O
projeto “Visões de Inclusão em Bridgewater State College” abordará três
aspectos no que diz respeito à inclusão de indivíduos por meio de ações:
extracurriculares e sociais, curriculares e de portadores de necessidades
especiais. O relato da inclusão extracurricular abordará a inclusão dos
alunos que apresentam necessidades especiais lingüísticas e culturais, de que
forma esses aspectos foram observados por intercambistas brasileiras, bem
como as percepções de inclusão oferecidas pela instituição norte–americana,
com a comunidade e com os professores. Também será feita uma abordagem da
questão de como essas necessidades foram vistas e supridas pelos americanos
e/ou estrangeiros com os quais se teve contato. O processo de inclusão
curricular e de portadores de necessidades especiais se dá através de leis
federais e estaduais que visam defender seus direitos; direitos esses que
buscam oferecer aos portadores de necessidades especiais condições de estudo
e trabalho e inclusão social. Porém, no âmbito social, a inclusão no que se
refere ao acolhimento dessas pessoas, muitas vezes não ocorre de maneira
eficaz. Palavras
chave: inclusão, necessidades especiais, tecnologia assistiva 26 |
DESENVOLVIMENTO
DE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMO PROJETOS DE CURSO: UM ESTUDO DE CASO
O
curso de Engenharia da Computação da Universidade Tuiuti do Paraná, como
muitos outros cursos do país, utiliza-se do projeto de graduação como
mecanismo para avaliação do formando para fins de obtenção do diploma de
graduação. Uma das características mais interessantes deste tipo de projeto é
que o mesmo resulta, na maioria das vezes, em um protótipo funcional, que
serve de base para a verificação em loco da qualidade técnica do produto
desenvolvido. Desde as primeiras turmas que se formaram no curso, houve a
criação de um perfil voltado ao desenvolvimento de tecnologias assistivas,
como algo natural. Ao perceber tal potencial e verificar os bons resultados
obtidos nesta linha de trabalho, o curso optou por incentivar, através de uma
bonificação na nota dos alunos, o desenvolvimento deste tipo de tecnologia.
Através deste incentivo, vários alunos têm desenvolvido produtos voltados aos
portadores de necessidades especiais, resultando em produtos e tecnologias
bastante interessantes, e incentivando o crescimento do pensamento de
responsabilidade social entre os mesmos. O objetivo deste trabalho é divulgar
os projetos de graduação realizados no curso de Engenharia da Computação da
instituição, que resultaram em desenvolvimento de novas tecnologias e
produtos voltados aos portadores de necessidades especiais. Temos ainda como
objetivo demonstrar o grande potencial existente no curso para a realização
de projetos deste tipo, incentivando desta forma parcerias com os outros
cursos da instituição e com outros organismos interessados. Como exemplo de
resultados podemos citar: o “Sistema de Controle de Cadeira de Rodas Elétrica
Através de Comandos Vocálicos”, o “Display Braille Micro-controlado” e a “
Interface de Acionamento de Aparelhos Elétricos para Pessoas Portadoras de
Necessidades Especiais”, que foram realizados em turmas passadas, e o
“Terminal Texto-Telefônico Portátil para Portadores de Deficiência Auditiva”,
que será motivo de um trabalho final deste ano. Palavras-chave: Tecnologias assistivas,
Acessibilidade digital, Projeto de graduação 27 |
A
PROMOÇÃO DA INCLUSÃO TENDO
A PSICOMOTRICIDADE COMO FERRAMENTA TRANSDISCIPLINAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
Este
estudo apresenta os resultados encontrados e os desafios enfrentados para a
inserção da Psicomotricidade como ferramenta e filosofia de base na Educação
Especial de Jovens e Adultos Portadores de Necessidades Especiais Mentais no
Centro Água & Vida, a favor da inclusão, no município de Curitiba-Pr.
Nesse contexto, o presente estudo seguiu um estudo qualitativo do tipo
etnográfico durante um período de 17 anos, no qual teceu-se, passo a passo,
os procedimentos, dificuldades encontradas
e resultados colhidos com a implantação e as devidas modificações no
currículo desta ferramenta nos diversos campos interdisciplinares. Os dados
foram coletados através da observação direta, relatórios de observação, entrevistas
com os pais e professores e com os próprios alunos, além da análise de
documentos de avaliação e demais prontuários de cada aluno. Através dos dados
coletados e analisados levantaram-se temas que permitiram investigar a
existência da relação entre a Psicomotricidade com as dificuldades apontadas
pelos profissionais, revelando que estas dificuldades tinham suas raízes no
eixo psicomotor, na Formação Inicial desses alunos. Essa análise apoiou-se
tanto nos estudos teórico-práticos sobre Psicomotricidade e
Interdisciplinaridade de maneira geral e, mais especificamente, no contexto
sócio-histórico e sistêmico de cada aluno, quanto na pesquisa empírica. As
referidas análises possibilitaram compreender que há algumas limitações no
processo de Formação Inicial desse aluno e desses profissionais: dificuldades
na compreensão e efetivação da etiologia de cada deficiência, dificuldades na
organização das prioridades do aluno, dificuldades na leitura psicomotora do
sujeito, dificuldades no planejamento, dificuldades na inserção no currículo
como tema transversal e/ou principal, e dificuldades no processo de inclusão
da deficiência mental, tanto social quanto escolar e profissional. Essas
dificuldades foram relatadas pelos pais inicialmente e comprovadas no decorrer
da prática pedagógica e terapêutica. Como conclusão constata-se que a
promoção da inclusão tendo a Psicomotricidade como ferramenta
transdisciplinar foi muito positiva e que atualmente essa ciência vem sendo
implantada como concepção metodológica para a prática da Inter e da
Transdisciplinaridade, permitindo a concretização da articulação teórica com
a prática, resultando em transformações evidentes na aprendizagem, as quais
refletem em sua primeira instância na vertente sócio-emocional e em seguida na
aprendizagem totalizada, permitindo aos jovens e adultos com necessidades
educacionais especiais o acesso ao mercado de trabalho e ao ambiente social
de forma integrada e constante, configurando-se como uma perspectiva mais
progressista e atendendo mais a totalidade do sujeito. Palavras-chave:
Inclusão, Portadores de Necessidades Educacionais, Psicomotricidade,
Deficiência Mental, Autonomia, Transdisciplinaridade 28 |
POLÍTICAS PÚBLICAS DE
EDUCAÇÃO INCLUSIVA - UMA HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO
Evelcy Monteiro Machado O
presente trabalho tem por objetivo discutir e analisar as Políticas Públicas
de Educação Inclusiva apresentada na atual legislação brasileira. A
Constituição de 1988 é um marco na área da Educação Especial, pois confere
“status” de cidadania a pessoa com necessidade especial. Historicamente o
atendimento dispensado a essa clientela aponta para instituições
assistencialistas e filantrópicas, nas quais eram dispensados basicamente
atendimentos na área médica e pedagógica com o único objetivo de
reabilitação. Em termos de legislação, a Educação Especial aparece pela
primeira vez na LDB 4024/61, apontando que a educação dos “excepcionais”
deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de educação. Pode-se
evidenciar que foi na LDB 9394/96 que a Educação Especial teve destaque. A
ela foi conferido um capítulo que regulamenta a educação dos portadores de
necessidades especiais. A Lei estabelece que esta deva se dar
preferencialmente na rede regular de ensino, o que significa uma nova forma
de entender a educação dessas pessoas. O estudo aponta a urgência de se
ampliar as discussões sobre a inclusão de pessoa com necessidades especiais
já que a própria legislação evidencia lacunas que propiciam contradições na identificação
concreta do aluno da educação especial e da educação inclusiva. Percebe-se
que a questão de acessibilidade das pessoas com necessidades especiais na
rede regular de ensino deve ultrapassar a ideologia da inclusão como mera
integração nas salas de aula do ensino regular, há que considerar os aspectos
sociais, econômicos, políticos e ideológicos que envolvem a dicotomia do
processo de inclusão e exclusão dos mesmos. A promoção da educação inclusiva,
fundamentada no princípio da universalização do acesso à educação e na
atenção à diversidade, requer uma proposta de educação pública de
qualidade para todos. Palavras-chave: Política Educacional, Educação
inclusiva, Gestão Educacional. 30 |
|
Convite Convidamos
todos os interessados nas temáticas:
inclusão social e educacional
de pessoas com necessidades educativas especiais, e tecnologias assistivas
como apoio à educação inclusiva, participarem do III SEMINÁRIO NACIONAL
PROMOÇÃO DA INCLUSÃO MEDIADA PELAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS planejado para 1º. semestre de 2008.
Para terem maiores informações, a partir de 15 de dezembro de 2007, com a
Profa. Márcia Silva di Palma: http://www.utp.br/seminarionuppei
. Aproveitamos,
também, para divulgar o II FÓRUM DE TECNOLOGIA ASISITIVA E INCLUSÃO SOCIAL DA PESSOA
DEFICIENTE
organizado pelo CEDI, para os dias 03, 04 e 05 de abril de 2008,
que se realizará em Belém/ Pará / Brasil. Informações
com a Profa. Ana Irene Alves Oliveira no endereço http://www2.uepa.br/nedeta/Forumtecnologia.htm 30 |
*Ana Luiza Galvão Bender Moreir; Dione Estrela Vida; Franciele Tavares. Representante: Irene Carmen Piconi Prestes; Maria Letizia Marchese; Vanessa de Camargo Hermann.
* Aluna do PPGEd. Mestrado em Educação – UTP. isabel.marson@uahoo.com.br
Orientador: Prof. Dr. Ademir Valdir dos Santos
*
Professora de Língua Portuguesa e Inglesa – UTP. vanessafp02@yahoo.com.br
Orientador: Prf. Mst. Prof.Ms.Carlos Rocha*
* marlei.malinoski1@utp.br Orientadora: Prfª. Mst. Márcia Silva Di Palma
* olie_vivi@yahoo.com.br
Orientação:
Prof. Ms. Carlos Alves Rocha*